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DESAFIO: Degustar a mais alemã das cervejas brasileiras!


Degustação de Cervejas na Schornstein, Pomerode, SC
Cerveja nunca foi minha bebida preferida. Sempre a achei pesada, indigesta, amarga... Até mesmo os eventos regados a cerveja sempre me pareceram meio grosseiros... Churrascos com carnes gordurosas, gente meio bêbada, latinhas amassadas jogadas no chão, música barulhenta, homens arrotando, rs... Ok, estou sendo um pouco exagerada e até preconceituosa, mas a ideia que quero passar é que a cerveja, para mim, nunca esteve associada a eventos charmosos ou gourmet...

Mas este meu "preconceito" vem mudando ao longo do tempo, principalmente depois que iniciei meus "Desafios Gastronômicos". Cada vez mais a Cerveja está se posicionando como uma bebida elaborada, refinada e que combina perfeitamente com harmonizações e degustações muito interessantes!!

Aqui em casa mesmo, um dos eventos mais legais que fiz foi o Boteco Gourmet, onde harmonizamos cervejas gourmet com comidinhas de boteco! Ficou super charmoso!!


Há cerca de 3 anos, em uma viagem para o sul do país, visitamos Pomerode, em Santa Catarina, a mais alemã das cidades brasileiras e conhecemos a Cervejaria Schornstein, montada em um antigo prédio com uma enorme chaminé que deu o nome à famosa cerveja da cidade: Schornstein significa Chaminé, em alemão.

Portal da cidade de Pomerode (site www.vidadeturista.com.br)
A Cervejaria produz 6 tipos de cerveja, seguindo a famosa e antiga Lei alemã de Pureza da Cerveja, a Reinheitsgebot, promulgada em 1516 e que determina que as cervejas devem ser produzidas apenas com água, malte e lúpulo. Atualmente, somente as cervejarias tradicionais e de pequeno porte na Alemanha seguem a Lei de Pureza.

Ficamos muito impressionados com a qualidade da cerveja e a beleza da cervejaria, além da boa comida de seu restaurante típico alemão.

Por isso, quando retornamos a Santa Catarina três anos depois, com destino a Florianópolis, reservamos nossa primeira noite para dar um "pulinho" em Pomerode e degustar, novamente, as deliciosas cervejas da Schornstein! Só havia uma preocupação: será que o restaurante estaria aberto na terça feira a noite??

Ligamos diversas vezes, já com hotel reservado em Pomerode para aquela noite, sem conseguir uma confirmação... O site dizia que só abririam de quarta a domingo... Em uma das ligações, nos falaram que estaria aberto todos os dias de janeiro... Meio desconfiados, ligamos no mesmo dia da nossa chegada na cidade e houve a confirmação: o Restaurante está fechado à noite!! Que decepção!! Eu até tentei verificar no hotel de Florianópolis (nosso próximo destino) se poderíamos antecipar uma noite a nossa chegada, mas não havia disponibilidade... Decidimos seguir para Pomerode assim mesmo...

Na primeira volta que demos pelo centro, antes até de chegar ao hotel,passamos pela cervejaria e... pasmem!! Estava totalmente aberta!! Felizes por um lado e irritados por outro, descemos para a nossa tão esperada degustação imediatamente!



Alê e eu provamos os 6 tipos de cerveja da Schornstein! Mas, calma!! Não tomamos 6 copos inteiros, pedimos a degustação, com copos pequenos!! rs (texto e foto retirados do folheto da Cervejaria)

  • Pilsen Natural: É um chope do tipo Lager, que representa bem a tradição européia na fabricação de cervejas de alta qualidade. Tem um aspecto mais consistente e sabor caracterizado por um leve amargor e aroma, indicado aos apreciadores mais exigentes.
  • Pilsen Cristal: Este chope é o resultado da filtração, para retirada de leveduras, do nosso Pilsen Natural. O Pilsen Cristal caracteriza-se pela suavidade de seu sabor e por seu aspecto cristalino. Ideal para quem aprecia a leveza de um bom chope.
  • Weiss: Como as melhores receitas, o Schornstein Weiss leva o melhor malte de trigo alemão em sua composição. Chope mais consumido no sul da Alemanha, tem aroma marcante, sabor refrescante e coloração turva, tornando-se ideal para o consumo durante o ano inteiro.
  • India Pale Ale: O India Pale Ale, estilo inglês, tem coloração âmbar dourada, com aroma e amargor bastante acentuados e sabor frutado. A receita é assinada pela mestre-cervejeira Katia Jorge, uma referência neste setor em todo o Brasil.
  • Bock: Bock é um chope forte e encorpado, de baixa fermentação. Tem um inconfundível sabor levemente adocicado. É um tipo de chope originário do norte da Alemanha. A escolha ideal para o inverno na nossa região.
  • Imperial Stout: Produzida a partir de seis diferentes tipos de malte e dois de lúpulo, a Imperial Stout é uma cerveja encorpada, de cor escura e elevado teor alcoólico. A combinação de seus ingredientes proporciona uma sensação muito complexa e agradável na boca, ideal para acompanhar um bom charuto.
Foi muito interessante provar as cervejas em sequência, comparando os sabores, tão distintos, cores e transparências! E meu marido provou mais uma vez que tem um paladar incrível, e tirou "nota dez" no teste cego (aquele em que você prova a cerveja com os olhos vendados, adivinhando qual está tomando só pelo sabor).


Os dois primeiros (Natural e Cristal), mais claros e leves pareciam os chopes tradicionais que se toma nos botecos em São Paulo. O terceiro, de trigo (Weiss), considerado a "estrela" da cervejaria, estava turvo demais! O sabor também não estava bom... Parecia que a cerveja estava "passada"... O que aconteceu? Perguntamos ao garçom se havia algo errado e ele disse que era assim mesmo... Meu marido, que tem um paladar apuradíssimo tanto para vinho quanto para cerveja, não concordou muito...

O Pale Ale, mais encorpado que os pilsen, tinham um sabor interessante, puxando para o "caramelo", o que certamente me agradou mais!

Os dois últimos, Bock e Stout, são cervejas típicas de inverno, escuras e com alto teor alcoólico. Parecem bem interessantes para acompanhar um belo prato de Kassler (bisteca de porco defumada) ou de Einsbein (joelho do porco defumado), mas são fortes demais para o meu "delicado" paladar!! rs

Além da degustação de cervejas, pedimos também o inusitado Pão de Cerveja, feito com os resíduos da produção da cerveja e um combinado de salsichões com batata frita e bacon! Bem alemão e bem light!! Perfeitos para acompanhar a mais alemã das cervejas brasileiras! Prost (Saúde!! ) und Guten Appetit (Bom apetite)!!


DESAFIO: Degustar um Cabernet Sauvignon português, o Quinta da Bacalhoa 2002

Quinta da Bacalhôa 2002
Faz tempo que não posto sobre vinhos... Prá falar a verdade, Alê e eu reduzimos o consumo de vinho, pois o dia seguinte nunca era muito bom... Mesmo tomando uma ou duas taças, a dor de cabeça vinha forte!
Recentemente, porém, tivemos uma problema sério com nossa adega, que parou de funcionar e fomos literalmente "obrigados" a abrir algumas garrafas, evitando que perdêssemos bons vinhos.


A briga foi grande com a Spicy para a troca da adega, durou meses, até que, finalmente trocaram por outra... Que também não funciona!!


Enquanto isso, meio a contra gosto, fomos abrimos algumas garrafas (para vocês terem uma ideia, os rótulos até mofaram...)


Entre os melhores vinhos estava um Quinta da Bacalhoa, Cabernet Sauvignon Português 2002, que ganhamos de presente do meu tio e padrinho João.
 Felizmente a quebra da adega não danificou o vinho! Apesar do rótulo mofado, estava sensacional!!


Na internet, encontramos mais sobre a história deste vinho e do vinhedo, um dos poucos que produz Cabernet em Portugal!


"Considerada a mais bela quinta da primeira metade do século XV ainda existente em Portugal, a Quinta da Bacalhôa é uma antiga propriedade da Casa Real Portuguesa. Localizados em Azeitão, a Quinta e o famoso Palácio da Bacalhôa constituem um monumento artístico da maior relevância para o País. leia mais...


Agora, uma curiosidade divertida... O nome "Quinta da Bacalhôa" é uma homenagem "sarcástica" à mulher do proprietário, carinhosamente conhecida por "Bacalhau"! Já pensou, que "gatinha" devia ser?? rs

Meus pais viajaram a Portugal no ano passado e tiveram o prazer de tomar este vinho
"in loco"! Mais charmoso, impossível!


Vinícola da Quinta da Bacalhôa


Agora, falando do vinho... Segundo a Winetag:

"O vinho estagia 11 meses em barricas novas de carvalho francês. De cor intensa rubi, apresenta aromas de frutos encarnados combinados com aromas de madeira e menta e uma estrutura elegante e complexa."

Combina com carnes vermelhas, como filet mignon ou carré de cordeiro... E molhos com personalidade, como funghi porcini...
Segundo Bia e Alê (rs): Delicioso, encorpado e suave ao mesmo tempo. E o melhor... Sem dor de cabeça nenhuma no dia anterior... Será que o nosso problema some quando o vinho é bom?? Gente coisa é outra fina!! E viva a Dona Bacalhoa!!! Rs

DESAFIO: Jantar na sexta à noite no Bistrô Brasil, em Paraty!

Jantando no Bistrô Brasil - Paraty RJ
Sexta feira, seis horas da tarde, Av. Paulista... Inicia-se nossa aventura de ir jantar em Paraty!! Alê e eu já estávamos com o carro pronto desde de manhã, quando fomos trabalhar!

Depois de quase uma hora para sair de São Paulo, chegamos à Dutra, ainda com o trânsito muito carregado... Quando saímos do perímetro urbano, pegamos a Carvalho Pinto e seguimos até Taubaté. De Taubaté seguimos pela Rodovia Oswaldo Cruz até Ubatuba, descendo aquela serrinha onde é possível ver a traseira do próprio carro em algumas curvas! rs

Chegamos em Ubatuba às 21:15 e seguimos até Paraty... As 22:15 entramos no portal da cidade e seguimos para o nosso destino, o Bistrô Brasil!

Este pequeno restaurante, à beira do cais principal de Paraty, é comandado pela chef Juliana Fratesky, e tem como proposta, uma comida regional com técnicas de alta gastronomia!


Cais de Paraty, sexta feira à noite
 
Bistrô Brasil, em Paraty


A noite estava linda, fresca e com o céu estrelado... nem sinal da chuva que pegamos na estrada...

Em uma mesa no calçadão, à luz de velas, nos esperavam com um Pinot Noir, nossos amigos Paula e Serginho... Um Indomita chileno, bem leve, bem transparente... sabor adocicado, com aroma de tabaco e um sabor marcante de olivas... Intrigante e divertido!

Para acompanhar, pedi uma deliciosa salada de pupunha, com molho de maracujá... Não queria nada pesado... além disso, a melhor pedida do Bistrô, camarão VG, não estava disponível... E por um bom motivo... eles não compram este tipo de camarão quando está na época de reprodução... O Bistrô é ecologicamente correto! Legal, não é? Infelizmente a chef Juliana não estava no restaurante aquela noite... É muito interessante conversar com ela sobre os pratos, os ingredientes, as técnicas... Para uma "curiosa gastronômica" como eu, é um prato cheio! Literalmente!! rs


Frutas Flambadas na
Cachaça
Chegou a hora da sobremesa, para mim, indispensável! Escolhemos as Frutas Flambadas na Cachaça, com sorvete de creme! Técnica francesa com ingredientes regionais!

As frutas eram banana e abacaxi, servidas em uma taça de cosmopolitan... Linda a apresentação! E muito saboroso também, embora o sorvete tenha derretido demais!!

A noite foi uma delícia... Estar à beira mar, tomando um delicioso pinot noir, na companhia de bons amigos... E pensar que, 5 horas antes, estávamos no trânsito caótico da Av. Paulista!!






DESAFIO: Degustar duas versões do Veuve Clicquot, o mais conhecido champagne francês!

Um lindo final de semana de sol e um motivo especial para estar em Paraty: a inauguração da nova lancha de nossos queridos amigos, Paula e Serginho! O nosso querido veleiro Black Swan vai ter uma nova companheira de aventuras náuticas!
E para comemorar o evento, nada melhor do que... Champagne!! E meu marido me surpreendeu novamente! Não só trouxe um maravilhoso champagne Veuve Clicquot, como trouxe dois! Um Brut e um Demi Sec! Aí eu entendi a mensagem que recebi no celular aquele dia... "Viúvas compradas"!!

Que comemoração teríamos a bordo da nova lancha!

E melhor, poderíamos degustar duas versões deste maravilhoso champagne francês!! Que "desafio" incrível!

Quando chegamos ao nosso destino na Ilha Grande, depois de uma hora de navegação em um mar bem calmo, era a hora de comemorar!

Não sei se fiz corretamente, mas pedi para o Alê abrir o Demi Sec... meu preferido!! Bem gelado, de sabor levemente adocicado, com suas borbulhas vivas e sua coloração amarelada, é simplesmente divino!!



E para acompanhar, uma combinação simples e harmoniosa... Uvas thompson e queijo camembert! Da Polenghi, uma excelente relação custo/benefício!!


Ficou delicioso! As uvas são super doces e estavam geladinhas... E o queijo estava bem maduro e cremoso! Como combinou bem com o Demi Sec! O doce da uva com a sabor mais acre do queijo... Era impossível parar de beber e comer!!

Obviamente, logo a garrafa ficou vazia... E veio o próximo, o Champagne Brut!!



Menos doce, menos amarelado, mas com as mesmas borbulhas vivas e uniformes! Particularmente gosto de bebidas mais adocicadas, mas o Brut tem muita personalidade! Mais "duro", mais masculino, mas muito saboroso... A falta do "adocicado" que eu adoro foi suprida pelas uvas doces... Como combinou bem! Até melhor que o Demi Sec!

Foi uma experiência muito interessante! Duas bebidas semelhantes na forma, no conteúdo, na marca, mas muito diferentes no efeito gustativo que causam! O Demi Sec, perfeito para ser tomado em um fim de tarde, acompanhado de frutas e doces... O Brut, mais refinado, perfeito para uma noite estrelada, de lua cheia (vejam como esta bebida é inspiradora...rs)

Quando tiverem uma data especial ou uma comemoração importante a fazer, o Veuve Clicquot é perfeito! Refinado, romântico, delicado e com personalidade... Chego a dizer que é minha bebida preferida...

E Paula e Serginho... Parabéns pela linda lancha Duvel! Adoramos passar o final de semana com vocês a bordo!! Tim Tim!

Mas, antes de terminar este post, uma consideração... o termo "champagne" pode até ser "masculino" gramaticalmente falando, mas a Veuve Clicquot é feminina, tenho certeza disso!! Viva esta Viúva que nos encanta há séculos!

Para saber mais sobre a história desta bebida que comecou a ser produzida em meados de 1770, visite o site http://www.veuveclicquot.com/!

DESAFIO: Degustar um Cabernet Sauvignon Chileno de 2007, Marques de Concha y Toro!

Degustando Marques Concha y Toro Cabernet 2007
Final de semana só com o maridão... no nosso veleiro em Paraty, o Black Swan... Ótima oportunidade para continuarmos com nossas degustações de vinho! Depois do excelente Alpha Crux e do italiano Lungarotti, era a vez de experimentarmos uma garrafa trazida diretamente do Chile, da Vinícola Concha y Toro, que visitamos na nossa lua de mel... Degustamos este mesmo vinho lá, e a impressão foi muito boa...
Será que iria se repetir quando abríssemos a garrafa, após 15 meses da primeira degustação??
Era um Marques Cabernet Sauvignon 2007, 91 pontos na Wine Spectator, o 55o. vinho na lista dos 100 Melhores de 2009! Quantas credenciais!! E quanta expectativa!!
Achei que uma carne assada iria combinar bem com o vinho, envelhecido por 14 meses em barris de carvalho francês (melhores que os barris americanos...). Preparei antecipadamente uma Maminha Recheada com Molho de Legumes e, na hora, um Risotto com Pêra e Parmesão... A carne tinha um leve sabor de bacon, suavizado pelo molho de legumes (cenoura, cebola, salsão) e o risotto era cremoso, levemente adocicado, mas bem neutro...
Maminha Recheada com Molho de Legumes e Risotto de Peras e Parmesão
Abrimos o vinho... Não temos decanter no barco, por isso deixamos a garrafa respirar por alguns minutos... Mesmo assim, ao ser servido, o aroma de álcool era muito forte, sendo possível até ver a camada de álcool na taça...
Apresentava uma cor vermelha intensa, semelhante a groselha (aquela Milani, lembram? rs)... Aliás, esta frutinha também aparecia no paladar quando o provamos... O sabor de carvalho e fumaça, que deveria ser pronunciado pelo envelhecimento do vinho por 14 meses, não apareceu de forma marcante... Não nos pareceu um vinho complexo, o que era esperado pelos pontos recebidos dos especialistas...
Harmonizou bem com o prato servido, ressaltando os sabores da carne... E o sabor de frutas vermelhas (como a groselha) combinou com o adocicado leve do risotto de peras...
Degustação do Marques de Concha y Toro no Veleiro Black Swan
Tomamos meia garrafa... Não foi um vinho que causou empolgação... O sabor de álcool era excessivo e o paladar não era complexo... Acompanhou bem a refeição, mas não dominou os sabores... E o excesso de álcool causou uma senhora "dor de cabeça" depois! E tomamos só 2 taças cada um!!
Nota da Bia e do Alê: 6/10
Para mais detalhes sobre outras avaliações deste vinho, clique aqui!

DESAFIO: Degustar um Lungarotti San Giorgio 1997 da Umbria, Itália!

Sexta feira à noite... Dia de happy hour do casal... Dia de abrir um bom vinho e degustá-lo sem pressa, cuidadosamente... O vinho como a estrela do momento... Nossa ideia inicial era abrir um camenére chileno e, para acompanhá-lo, um risotto de aspargos frescos e brie...

Enquanto eu preparava o risotto, o Alê foi buscar o vinho em nossa adega... E mudou de ideia quando encontrou um umbriano de 1997, Lungarotti San Giorgio... Afinal, o vinho já estava próximo a sua validade e precisava ser tomado logo. Quando aberto, percebemos que estávamos certos em abri-lo... A rolha já estava começando a se impregnar de vinho, sinal claro de início de deterioração da bebida. A temperatura estava um pouco baixa demais, 12 graus, e deixamos descansar um pouco no decânter. Devíamos ter deixado mais, pois, quando atingiu a temperatura ambiente, o vinho ganhou muito mais vida.






Nossas observações durante a degustação:
  • Visual - rubi intenso bordas de caramelo lágrima fina e rápida
  • Sensação olfativa - metal, ferrugem, bolor, fumaça. O aroma de metal, um pouco forte demais, talvez fosse por estar próximo à sua idade...
  • Sabor - cacau, cherry brand, manteiga, frutas vermelhas maduras, adstringente enquanto estava até a temperatura de 14 graus, aveludado depois de ficar à temperatura certa, corpo leve a moderado (o que foi uma surpresa...), final prolongado.

  • Acompanhamento: Casou perfeitamente com o risotto de aspargos verdes, queijo saint paulin e um toque de grana padano. O sabor suave e adocicado dos aspargos se complementou à cremosidade e lembrou muito o sabor de um brie bem maduro, sem a casca branca; e o grana padano deu o toque picante ao prato... Aliás, a ideia original da receita era utilizar um brie... Mas havia um pedaço do saint paulin na geladeira e eu resolvi arriscar... Que surpresa interessante! E o vinho realmente pedia uma carne ou um queijo forte e maduro. Como comer carne e beber uma garrafa de vinho não é muito recomendável à noite, a opção do risotto com uma combinação de dois queijos, um mais cremoso e outro mais forte e picante foi muito adequada.

Risotto de Aspargos Frescos, Queijo Saint Paulin e Grana Padano

Abaixo as informações da Vinícola Lungarotti sobre este vinho... mas só encontramos dados da safra de 2004... (para quem fala italiano...)
  • Tipologia: rosso robusto da lungo invecchiamento
  • Uve: Sangiovese 40%, Canajolo 10% e Cabernet
  • Sauvignon 50% raccolte nella seconda metà disettembre. Doppio cordone speronato; 4.000-5.000
  • ceppi/ha; resa: ql. 45/ha
  • Terreno: la vigna del Cabernet Sauvignon ha buonapresenza di scheletro su medio impasto ed ètendenzialmente calcarea; la vigna del Sangiovese e delCanajolo è argillo-sabbiosa con sottosuolo calcareo
  • Vinificazione: fermentazione in acciaio con macerazionesulle bucce per 15/20 giorni. Seguono 12 mesi inbarriques e 36 in bottiglia dopo una leggera filtrazione.
  • Immesso sul mercato a 4-5 anni dalla vendemmia
  • Colore: rosso rubino molto intenso con riflessi granato
  • Profumo: esuberante e fresco frutto, richiama la baccarossa e la marasca con note persistenti di confettura diprugna; boisé elegante con sentori di cannella e cacao e sottofondo balsamico. Chiusura con note di cuoio erabarbaro
  • Gusto: attacco decisamente concentrato, denso epolposo, con tannini maturi e avvolgenti; evolve condelicato frutto maturo, finale lungo e persistente
  • Gradazione alcolica: 13,5% Vol.
  • Consumo: se ben conservato, ha lunga vita; dato il lungoaffinamento in bottiglia, se ne consiglia la decantazione.
  • Servire a 16°-18°C in calice ampio
  • Abbinamenti: si esalta con arrosti di carne rossa,cacciagione, selvaggina, formaggi piccanti
  • Focus: il primo “superumbrian” nel 1977. Si distingue perl’impronta data dal Sangiovese piuttosto che dalCabernet
  • Curiosità: porta la firma di Giorgio Lungarotti perché, conla sua continua voglia di sperimentare, volle provarequesto uvaggio, allora inconsueto
  • Etichetta: San Giorgio e il drago, tratto dal famosodipinto di Raffaello conservato al Louvre, in omaggio allatradizionale festa di San Giorgio, quando a Torgiano,
  • ancora oggi, vengono accesi falò propiziatori nelle vigne
  • Formato: ml 750; ml 1500; ml 3000
  • Bottiglie prodotte: 30.000
Informações encontradas na internet (Wines from Bedford), depois da nossa degustação. Vejam como algumas percepções são coincidentes (agora em inglês):
  • 50% Cabernet Sauvignon, 40% Sangiovese, 10% Canaiolo, estate bottled and unfiltered
  • The label depicts Saint George and the dragon, from the superb painting by Raffaello, now part of the Louvre's permanent collection
  • The bottle bears the signature of Giorgio Lungarotti, winery founder
  • Produced since 1977 only in the best vintages. As the first "Superumbrian," this is a classic wine that symbolizes Italy's best winemaking and expresses typicity and elegance exalted by a long bottle aging
  • Stainless steel fermentation with 15-20 days of maceration on the skins
  • Aged 12 months in barriques, then bottle refined for a minimum of 36 months before release
  • Deep and intense ruby red color with violet hints. The nose is very intense, immediately displaying notes of red fruits and black cherry jam
  • Warm structure with an enveloping opening and solid, fleshy body. Powerful yet extremely elegant with discreet and velvety tannins
  • Long, persistent and juicy finish
  • Accompaniment: roasted and braised red meats; sharp cheeses
  • Ratings by vintage:
  • 2000: Parker 91; Gambero Rosso Vini d'Italia Two Red Glasses; Wine Enthusiast 90
  • 2001: Gambero Rosso Vini d'Italia Two Red Glasses; Decanter Silver Medal; Wine Enthusiast 90
  • 2003: Gambero Rosso Vini d’Italia Two Red Glasses; Wine Enthusiast 90; Tanzer 90
  • 2004: Parker 89; Gambero Rosso Vini d’Italia Two Red Glasses; Wine Enthusiast 91
 Nossa nota para o Lungarotti San Giorgio 1997: 8

DESAFIO: Degustar um Alpha Crux Malbec 2006!

Este é o primeiro post sobre um tema que gostamos muito, Alê e eu, principalmente porque ainda temos muito a aprender... Degustação de Vinhos!

Recentemente chegamos a uma conclusão muito importante sobre vinhos... Gostamos de apreciá-los como a personagem principal de um evento gastronômico... não como acompanhamento das refeições, como um apêndice, um acessório... É claro que estamos falando em apreciar e degustar com atenção um bom vinho... E servir os acompanhamentos que o valorizem ainda mais...

Mas, o que é um "bom" vinho? Para nós, completos leigos no assunto, é um vinho com uma boa referência dos mais entendidos no assunto, como revistas especializadas, amigos ou por procedência e região... Como suporte à decisão, eventualmente consultamos também a classificação do vinho. Não precisa ser necessariamente um vinho caro, mas provavelmente não vai estar na seção de "vinhos de mesa" dos supermercados... E, justamente por isso, um vinho que atenda a estas condições deve receber a atenção devida... Falo isso porque, recentemente, tomamos um Brunello de Montaltino em um churrasco... Enquanto preparavamos a carne... Foi uma completa heresia, um desperdício... Além da fumaça, a atenção a outras questões nos fez tomar de forma "automática" um vinho que merecia muito mais do que isso... Uma pena...

Decidimos, então, inaugurar nossos Eventos de Degustação de Vinhos com um vinho que trouxemos de uma viagem à Buenos Aires, em 2010, o Alpha Crux Malbec 2006.

Segundo as revistas especializadas, é "Um dos maiores e mais aclamados Malbecs de todo o mundo, tendo recebido a safra de 2006 91 pontos da Wine Spectator, que destacou a grande presença de boca e fruta madura, deste belíssimo tinto que, brilha através do longo final. Apontado como um dos três melhores vinhos da Argentina pelo crítico inglês Tom Stevenson, é intenso e cheio de fruta, sendo bem mais elegante e fino que a grande maioria dos Malbecs elaborados no país".

Seguem, abaixo, os detalhes técnicos do vinho que iríamos degustar:
  • Produtor: O. Fournier / Argentina
  • País: Argentina
  • Região: Mendoza / Vale do Uco
  • Safra: 2006
  • Tipo: Tinto
  • Volume: 750 ml
  • Uva: Malbec
  • Vinhedos: Vinhedos selecionados, da região de La Consulta - Mendoza.
  • Vinificação: Fermentado em tanques de aço inoxidável. Maceração por 28 dias com controle de temperatura (24ºC)
  • Maturação: Permanece 20 meses em barricas novas de carvalho sendo 80% francês e 20% americano
  • Temperatura de Serviço: 16 a 18ºC
  • Teor Alcoólico: 14,5
  • Corpo: encorpado
  • Sugestão de Guarda: Mais de 10 anos
  • Combinações: Carne, cordeiro e massa
Preparei, então, uma refeição bem leve: spaguetti ao sugo, uma farofinha de carne assada e um delicioso queijo brie!


O vinho estava em nossa adega, já na temperatura correta, 16 graus... Depois de aberto, colocamos toda a garrafa em um decanter e aguardamos um pouco antes de servi-lo.

 O aroma já se espalhou pela sala... Ao ser colocado na taça, pudemos ver sua cor intensa de cereja madura... Seu perfume era forte e depois que deixamos o álcool evaporar bem na taça, percebemos notas de maresia (talvez por saudade de Paraty...rs), frutas vermelhas e menta...

Ao provar o vinho (finalmente!! rs...), percebemos que o sabor das frutas vermelhas era marcante, mas havia também baunilha... E a "maresia" ou um sabor salgado ficava na boca no final... O queijo brie combinou bem com ele e chegou a ficar adocicado com o contraste seco e salgado do Alpha.


Não tomamos a garrafa inteira e, dia seguinte, ainda pudemos usufrir deste delicioso e encorpado vinho, sem perda de suas qualidades! Acompanhado de um "Escondidinho de Carne Moída" ficou muito bom!!

Nota do Alê e da Bia para o Alpha Crux 2006: 9,0! Que grande estréia para nossos Eventos de Degustação!!