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DESAFIO: Receber minha irmã para um almoço com toque nordestino!

Tapioca com Queijo Gruyére, Alecrim e Mel do Engenho
Outro dia, minha irmã Cris me convidou para almoçar na casa dela... E fez um Chester inteiro! Lindo, dourado, suculento, acompanhado de uma saborosa farofa!! Ela conseguiu fazer um dia de semana normal parecer Natal!! Aliás, fica a pergunta: porque só fazemos peru ou chester no Natal? É um prato saboroso, visualmente atraente e perfeito para encontros em família! Vou lançar a campanha: Coma peru e chester também quando não é Natal!!! rs

Obviamente eu precisava retribuir à altura! Como sei da predileção da minha irmã por tudo que é do Nordeste, tanto como destino para viagens de férias quanto como "paraíso gastronômico", criei um menu com inspiração nordestina, mas com um toque gourmet!!

A decoração da mesa, com sousplats de fibra sintética da Cia das Índias, pratos Oxford, guardanapos de papel com decoração dourada, copos de vidro rústico e prendedores de guardanapo com flores de palha, adquiridos na Praia do Forte - Bahia, ficou delicada, com um toque "rústico chic":


A entrada foi uma tapioca (ou beijú, com falam em Salvador), feita com goma original comprada no Mercado Central de Salvador, recheada com queijo gruyére, alecrim (para dar o toque "gourmet", rs) e finalizado com Mel do Engenho, também trazido da nossa viagem a Salvador. Preparei a massa da tapioca deixando a goma de molho no dia anterior...  É mais demorado que o método "express", onde só se mistura água para dar o ponto de "farofa", mas a textura da massa no método "demorado" fica mais homogênea e delicada... Para saber o passo a passo desta receita, clique aqui (é só substituir o queijo coalho por gruyére na receita).


O prato principal, Carne Seca na Moranga, também começou a ser preparado no dia anterior, pois a carne deve ficar de molho por, no mínimo, 24 horas. A moranga, bem pequena, ficou perfeita para servir de 2 a 3 pessoas (o Alê não participou do almoço, mas provou a Carne Seca à noite). A abóbora deve ser cozida antes (na água ou no microondas) e depois recheada com o refogado de carne seca e catupiry, indo ao forno para gratinar a superfície! Para maiores detalhes desta receita, clique aqui! Como acompanhamento, fiz simplesmente um arroz branquinho, servido em cumbucas individuais!

E, para finalizar, uma sobremesa delicada, também com um toque regional: Mini Cheesecake de Goiaba, com uma cobertura feita de goiabada cascão! A base é feita com  ricota e aromatizada com baunilha (clique aqui para ver a receita da base).


Para preparar um almoço como este, você vai precisar se planejar da seguinte forma:

  • No dia anterior: colocar a carne de molho para dessalgar e a goma da tapioca para hidratar, cozinhar a moranga, preparar o Cheesecake de Goiaba (deixar na geladeira);
  • No dia, cozinhar a carne na panela de pressão, desfiar, refogar com cebola, tomate, salsinha, cebolinha, rechear a moranga (alternando a carne com catupiry);
  • 1 hora antes: colocar a moranga para assar no forno, secar e peneirar a tapioca e tirar o cheesecake da geladeira;
  • 45 minutos antes: montar a mesa
  • 30 minutos antes: preparar o arroz branco
  • 15 minutos antes: preparar a tapioca
  • Servir a entrada
  • Servir o prato principal
  • Aquecer o cheesecake levemente no microondas (10 segundos cada)
  • Fazer um café fresquinho ou um chá de folhas de hortelã
Depois, é só sentar e curtir a companhia de uma pessoa muito querida!! E Bón Appetit!



DESAFIO: Decorar a casa para um jantar de Outono com toque chileno!!

 Como decorar a mesa para um jantar onde eu iria servir uma saborosa Paleta de Cordeiro? Assim começou este desafio... E, para completar, os convidados eram um casal de amigos com seus dois filhos pequenos, que viriam em casa pela primeira vez! Eu precisa caprichar (e impressionar!! rs).

Primeiro, pensei em uma decoração que lembrasse um pub inglês (para homenagear o Jamie Oliver, que inspirou a receita da paleta de cordeiro...), mas eu não tinha objetos em estilo londrino para compor a decoração (fica prá próxima esta ideia do pub... rs). Foi aí que lembrei dos lugares onde havia comido cordeiros muito bem preparados: Patagônia e Deserto do Atacama, ambos no Chile... Foi este o caminho para a ideia da decoração, que também homenagearia a linda estação em que estamos, o Outono... Livros das viagens, flores e folhas secas, cores quentes (tons de amarelo, terra, laranja...), objetos trazidos das viagens e velas para esquentar a noite fria... Também decidi montar a mesa na parte externa da casa, mas com dois cuidados importantes: primeiro, montar uma mesa dentro de casa para as crianças e, segundo, avisar as visitas para virem beeeem agasalhadas, pois está ficando bem frio à noite!!

Quando imaginei a decoração "outonal", o maior desafio foi encontrar as flores e folhas secas! Eu não tinha ideia onde poderia comprá-las aqui por perto... O único lugar que me vinha à cabeça era a Rua 25 de março, mas não havia tempo de ir até lá!! Foi aí que me lembrei de uma loja nova, na Vereador José Diniz (ao lado da Pizzaria Santa Marcelina), que vendia tudo para "essências"... E, onde há essências, há flores e folhas secas, para fazer "patchouli", não é mesmo?? Eu não tinha tanta certeza assim, rs, mas arrisquei a ir até lá! E eu estava certa! Fiz a "festa" e comprei vários tipos de folhas secas, trigo seco, cascas de árvore, flores secas...

O cardápio foi definido e preparado em conjunto com nossos convidados! Eles trouxeram a entrada e a sobremesa, além do vinho para acompanhar a estrela da noite fria, a Paleta! É só clicar nos nomes dos pratos para acessar as receitas:

O Cardápio e a Harmonização

Decoração de Outono

  • flores e folhas secas
  • palha seca
  • vasos temáticos (de cerâmica, com desenhos)
  • velas em tons alaranjados
  • jogos americanos em tons de terra
  • pratos de sobremesa na cor bege
  • pratos rasos na cor bege
  • guardanapos de tecido
  • pregadores de roupa de madeira com nomes dos convidados escritos com canetinha marrom
  • maçãs verdes (artificiais ou naturais)
  • bandeja de vime para o arranjo de velas
  • travessa grande de bambu (ou outro material rústico) para o arranjo de maçãs verdes
  • livros de viagem
  • almofadas em cores quentes
  • mantas
Monte 4 arranjos diferentes: um com a bandeja de vime, velas e folhas secas diversas, outro com a travessa grande com maçãs verdes e folhas secas, outro com os vasos temáticos com flores secas e, por último, o outro composto de livros de viagem:

Depois, monte a mesa, com os jogos americanos em tons de terra, pratos de sobremesa e rasos, decorados com guardanapo de pano, decorados com folhas e flores secas, presos por um delicado prendedor de roupa de madeira, com o nome de cada convidado escrito em canetinha (fica parecendo pirógrafo, mas não é!! rs)

Eu tive algumas dúvidas sobre a melhor louça para usar... Primeiro, tentei um jogo verde escuro bem interessante, mas o tom de verde não me agradou com o restante da decoração... O verde ficou azulado!! Aí, apelei para o tradicional branco, mas a louça "quadrada" não tinha o "conforto" que a decoração pedia... Era contemporâneo demais!!!

Para desespero da minha ajudante, que não tem mais lugar para guardar tanta louça, copo e travessa, acabei comprando um jogo novo na Camicado, perfeito para o que eu queria:

E assim ficou a mesa depois de montada:


E como havia convidados "mirins", eles ganharam uma mesa só para eles, com decoração mais "alegre", como criança gosta (mas sem deixar de ter alguns toques da decoração dos adultos, como o pregador com o nome - em letra de forma, para facilitar a leitura deles! rs). A diversão ficou por conta do lugar colocado para o meu filho Erik, de 16 anos... Que dúvida: mesa dos adultos ou mesa das crianças?? Na dúvida, para uma mãe, seu filho é sempre um bebê... então, mesa das crianças, com direito até ao pirulito de enfeite! kkkk Mas ele se vingou... arrumou uma festa (de adolescentes!!) e não jantou conosco!! rs

Quando escureceu e estava próximo do horário dos convidados chegarem, acendi todas as velas... E eram muitas!! O tom alaranjado deu o efeito "quente" e reconfortante que eu tanto esperava:

Quando os convidados chegaram, estava tudo pronto para recebê-los!



Este foi, certamente, um dos jantares mais aconchegantes e deliciosos que tivemos... Bom papo, boa comida, boa bebida, um friozinho na medida certa... E uma notícia maravilhosa: era aniversário de 11 anos de casados dos nossos queridos amigos! Que privilégio poder compartilhar e comemorar com eles este lindo momento!! E olhem os corações que minha amiga fez na Mousse de Chocolate Belga para surpreender o marido! Lindo!!


E as crianças? Também se divertiram e comeram super bem uma Massinha na Manteiga que fiz para elas... E quando o mais novo, de 3 anos, foi ao banheiro com a mãe, ela o alertou: Filho, cuidado com as velas que estão no banheiro... E ele respondeu... Mas tem vela em todo lugar!! kkkkk Adoro a sinceridade infantil... Mas fiquei pensando... Será que eu exagerei nas velas???

Beijos a todos e até o próximo desafio!!!

DESAFIO: Receber os amigos para um Lanche do "Coelho da Páscoa"!

Decoração para o Lanche do Coelho
Tudo aconteceu muito em cima da hora... Desistimos de viajar nesta Páscoa por vários motivos... Preguiça de pegar muito trânsito na estrada, "crianças" com outras programações, Alê precisando estudar para o mestrado... E eu precisando encontrar meus afilhados e sobrinho para desejar Feliz Páscoa e entregar a lembrancinha (o "Kit Bolo de Caneca", que já foi tema de post aqui no blog semana passada).

Decidi então fazer um evento aqui em casa no sábado (de Aleluia!)... Como acontece em todo evento, as ideias vão surgindo aos poucos, até formarem um conjunto interessante! Primeiro, a ideia de um lanche às 18h, para aproveitar o fim da tarde e para não terminar muito tarde, por causa das crianças... Depois, pensei em servir algo mais leve, pois, no dia seguinte, todo mundo iria se fartar com o  tradicional almoço de Páscoa... Aí veio da ideia de homenagear o "coelho da Páscoa", fazendo comidinhas e a decoração a base de muitos legumes (para quem não sabe, esta é a base da comida do coelho! rs)

No lugar dos arranjos de flores que normalmente monto para a decorar a casa, montei uma linda cesta com cenouras, abobrinhas, berinjelas, 2 tipos de abóbora, cebolas, milho, pimentões e folhas de salsão... Ficou lindo e bem vistoso! Além da vantagem de se poder aproveitar todos estes ingredientes deliciosos depois, em receitas como a Berinjela Colorida, Carne Seca na Moranga, Abóboras Assadas Picantes, Bolo de Milho... A semana vai ser animada!! rs

Além do enorme arranjo com legumes bem coloridos, cada lugar à mesa foi decorado com um pequeno ramequim recheado de Mini Legumes (pepino, cenoura, tomate e folha de salsão), que serviriam também como uma entradinha, servidos com molho curry e molho rosé!


Para a mesa, toalha listrada verde e branca e sousplats floridos! Aliás, estes sousplats que comprei no ano passado são muito versáteis e práticos: o tecido é uma capa que se coloca sobre um prato básico de madeira! Assim você pode lavar com facilidade e o melhor, pode trocar por outras estampas! Eu mesma tenho outro "kit" com tema natalino! Os guardanapos de tecido eram brancos e verdes, com porta guardanapos de miçangas e cristais brancos e verdes também foram montados assim: guardanapo branco com porta guardanapo verde e vice versa!


Para finalizar a decoração da mesa, dois castiçais de vela foram acesos quando o sol se pôs e os convidados começaram a chegar. Ficou uma mesa diferente e acolhedora. Segundo o Ian, meu enteado, parecia uma festa de comemoração da colheita do vilarejo! Adorei a definição!!


O menu também foi adequado para uma noite fresca de outono: pratos a base de legumes e queijo, leves e acolhedores.

Entradas: Mini Legumes com Molho Curry e Molho Rosé e Antepasto de Abobrinhas com Pão Italiano

Como prato principal, quiches (de Alho Poró e Gruyére) com salada verde e Molho de Mostarda e Mel e, para a sobremesa, duas tortas doces, uma de Amêndoas (Frangipane) com Ameixas e a outra, de Mousse de Chocolate, que não poderia faltar em uma festa para o Coelho da Páscoa!!

Tanto as tortas salgadas quanto as doces foram preparadas com antecedência e congeladas! No dia, foi só descongelar as doces e aquecer as salgadas! Assim, a "dona de casa" aqui pôde participar do evento também e dar atenção aos convidados (o que nem sempre acontece quando estou "atarantada" na cozinha!! rs). E principalmente aos "pequenos convidados", que, ao final da festa, receberam os Kits de Bolo de Caneca com a devida explicação! E não é que eles prestaram bastante atenção?? Espero que eles se divirtam na cozinha!! Boa Páscoa e Bon Appetit a todos!!




DESAFIO: Almoçar com as Gaivotas, em Floripa!

Ir a bela ilha de Florianópolis, em Santa Catarina e não comer a Sequência de Camarão é como ir a França e não comer macarons ou ir a Portugal e não comer bacalhau... Ou, ainda, ir ao Mercadão do Centro e não comer o sanduíche de Mortadela (se você conseguir aguentar a enorme fila que sempre se forma por lá!!)

A Sequência de Camarão, como o próprio nome diz, é uma "sequência" de pratos feitos a base de camarão: Bolinho de Camarão, Camarão a Milanesa, Camarão ao Bafo (cozido no vapor), Camarão Alho e óleo, Camarão a Grega, Risoto de Camarão, Escondidinho de Camarão... Não parece o amigo do Forrest Gump, Bubba, contando a ele todos os pratos que se pode fazer com camarão??? Plágio total com os nossos amigos de Floripa!!


"Anyway, like I was sayin', shrimp is the fruit of the sea. You can barbecue it, boil it, broil it, bake it, saute it. Dey's uh, shrimp-kabobs, shrimp creole, shrimp gumbo. Pan fried, deep fried, stir-fried. There's pineapple shrimp, lemon shrimp, coconut shrimp, pepper shrimp, shrimp soup, shrimp stew, shrimp salad, shrimp and potatoes, shrimp burger, shrimp sandwich. That- that's about it."

Mas nossa experiência gastronômica foi muito além de comer camarão de diversas formas... Em um passeio pelo lado norte da Ilha, depois de visitar a badaladíssima Jurerê, onde os "meninos" ficaram bem impressionados com a beleza das catarinenses e das argentinas e as "meninas" acharam melhor ir almoçar longe dali (rs), fomos conhecer a praia de Sambaqui. Um paraíso: céu azul, vento, gaivotas voando, canoas de pescadores, areia branca... E nada de mulheres altas e loiras com biquinis minúsculos! Acho que o Alê vai questionar o meu conceito de "paraíso", mas tudo bem... O blog é meu e eu chamo de paraíso o que eu quiser! kkkk

Passamos por um pequeno restaurante à beira mar, com o estacionamento lotado, chamado Gaivotas de Sambaqui. Nas janelas, cartazes simples anunciavam a especialidade da casa: a famosa Sequência de Camarão. Ao entrar, nos deparamos com um ambiente simples, pequeno, com poucas (e ocupadas) mesas de madeira e grandes janelas de vidro emoldurando a linda paisagem marítima... Mas nada nos surpreendeu tanto quanto ver um enorme galho de árvore passando por dentro do restaurante, ao lado das mesas, cheio de brotos e folhas verdes! Lindo!!



E o nome do local não podia ser mais apropriado... Parecia até que as gaivotas haviam sido contratadas para ficar ali, passeando pela paisagem que avistávamos das janelas... Logo entendemos como funcionava a "contratação" delas: de tempos em tempos, o garçom retirava as sobras de camarão das mesas e efetuava o "pagamento" a suas famintas funcionárias, uma pechincha pelo lindo balé alado que elas proporcionavam aos extasiados clientes do local:


E as gaivotas tinham total razão: os camarões eram divinos! Feitos na hora, com muito capricho e bem servidos! Além da Sequência, nossa turma de esfomeados adolescentes se deliciou com as ostras: cruas, frescas, servidas com sal e limão e as gratinadas, com manteiga e parmesão!



 E tudo isso a um preço muito acessível e honesto: R$ 110,00 por uma Sequência para 4 pessoas e R$ 13,00 a dúzia da ostra crua! E tem gente que ainda prefere ficar em Jurerê Internacional!! Que mau gosto!! rs e Bon Appetit!!

DESAFIO: Inaugurar meus "sousplats" de capim dourado com um lindo jantar!

Tenho um amigo que trabalha com decoração e, certo dia, ele postou no Facebook que havia acabado de receber um lote de amostras de objetos (sousplats, descansa-pratos e cestos) de Capim Dourado, uma fibra originária do Tocantins! Fiquei alucinada!! Escrevi imediatamente para ele: "Este lote é meu"!!! Há anos eu "namoro" os sousplats feitos com esta fibra delicada e brilhante! E, coincidentemente, meu marido, quando correu o Rally dos Sertões, conheceu o trabalho em Capim Dourado feito pelas artesãs do Jalapão e também se apaixonou!

A fibra é colhida durante apenas 2 meses por ano, para que sua utilização seja sustentável e não cause a extinção da planta. O trabalho é todo manual e as fibras de capim dourado são unidas por um fio, também natural, feito de uma palmeira. Para saber mais sobre o Capim Dourado, clique aqui!

A inauguração do meu conjunto de Capim Dourado tinha que ser especial! Quando convidamos um casal de amigos, o Roberto e Patrícia, para jantar em casa, decidi preparar uma decoração toda dourada!!  Além dos sousplats de Capim Dourado, coloquei 3 tiras de toalha rendada branca (de plástico, pasmem! rs) para valorizar ainda mais os sousplats. Os pratos, brancos e neutros, foram decorados com pequenas velas feitas com copinho de pinga e fita amarela e branca. Para personalizar cada lugar, uma rolha de vinho e um pequeno cartão com o nome do convidado escrito em dourado. O guardanapo, com um delicado desenho de renda branco e dourado (comprado no Empório Santa Luzia há mais de um ano), ficou perfeito na decoração.


O destaque da mesa ficou por conta do arranjo de flores: com a base de capim dourado, os vasos de vidro transparente receberam vela, romãs (colhidas no jardim) e um ramo de "chuva de ouro", comprada de uma senhorinha em uma esquina do meu bairro... A mesma flor que havia brotado lindamente na nossa árvore no jardim! Uma combinação perfeita!! Foi como trazer o nosso jardim para a mesa!!


 

O cardápio também teve inspiração dourada (mas vou confessar... foi uma total coincidência... só depois eu reparei que as cores dos pratos também "harmonizavam" com a decoração... rs): Petiscos de Queijo e frutas com Champagne, Vou-al-vents de Alho Poró e Bacon como entrada, Gnocchi de Mandioquinha com Iscas de Filet e Shitake como prato principal e, a sobremesa (escolhida pelos convidados e uma das minhas preferidas também), Créme Brullée!


Quando os convidados chegaram, recebi um lindo presente: um Bolo Caseiro, de Gengibre e Laranja, feito pela irmã da Patrícia, Renatinha, uma leitora assídua do blog e que sempre se comunica comigo para pedir dicas, receitas, opiniões! Uma fofa!! E mais fofa ainda foi a lembrança de me mandar o Bolo! E ainda pedindo a minha opinião sobre o resultado!! Que honra! Estava simplesmente delicioso, Renatinha! Adorei!!! E não é que você adivinhou? Seu bolo também combinou com a decoração dourada!! Bón Appetit!!




DESAFIO: Comer, Beber e Pedalar em Mendoza!

Comer, Beber e Pedalar em Mendoza! Essa foi nossa linda viagem para comemorar 3 anos de casados! Romântica, gastronômica e esportiva! Totalmente a nossa "cara"!

A ideia de pedalar em Mendoza surgiu de um anúncio de jornal em um suplemento de viagem, oferecendo pacotes com esta proposta. Mas eram muito caros e, obviamente, muito "engessados"! O Alê adorou a ideia, mas nada de guias, nada de carro de apoio, nada de roteiros padronizados e vinícolas do circuito turístico! Nós iríamos fazer o passeio por nossa conta, inclusive levando nossas próprias bicicletas. Logo, entramos na internet e reservamos as passagens, US$ 250,00 por passageiro, ida e volta, uma pechincha!

Foram muitas horas de planejamento, pesquisa, ligações telefônicas (via Skype, é claro... rs). Navegamos no Google Maps por horas para simular os roteiros de cada dia do passeio. Pesquisamos as vinícolas que queríamos conhecer, os pontos turísticos e, obviamente, os restaurantes! Enviamos emails solicitando informações, confirmando reservas! Estudamos detalhadamente como embalar, desmontar e transportar as bicicletas, o ponto mais "crítico" da nossa viagem! O planejamento foi detalhado e, certamente, garantiu o sucesso do nosso passeio!

Alguns números da nossa viagem: 6 dias, 5 vinícolas visitadas (Lagarde, Alta Vista, O. Fournier, Mendel, Septima), hospedagem em dois hotéis (Diplomatic e El Aguamiel), 10 restaurantes conhecidos, 41 vinhos provados, analisados e anotados no nosso livrinho (aguardem post sobre isso!), 80 km pedalados, 1200 km percorridos de carro (até a fronteira com o Chile, para conhecer a Alta Montanha), 15 garrafas de vinho na bagagem e módicos US$ 360,00 pagos em excesso de bagagem (graças às bicicletas e às 15 garrafas de vinho!)

Foram muitas experiências enogastronômicas interessantes, visitas a lugares e paisagens deslumbrantes e pedaladas deliciosas!

O primeiro almoço da viagem foi no Siga La Vaca, ainda em Buenos Aires, enquanto aguardávamos o vôo para Mendoza. O restaurante é uma churrascaria, bem simples e com preço acessível (95 pesos por pessoa, com vinho e sobremesa inclusos), mas que nos surpreendeu em alguns aspectos: o vinho, um Malbec de Mendoza ("Pont Leveque"), a carne (destaque para o Lomo, que não parecia filet mignon e sim uma picanha) e as sobremesas típicas, muito boas: um Almendrado (sorvete de creme com amêndoas) para o Alê, e Fatias de Maçãs Caramelizadas com Sorvete de Creme.


Chegamos em Mendoza à noite e, após o check in no Hotel Diplomatic (lindo, chique e com atendimento primoroso, membro merecido do Luxury Hotels), saímos a pé até El 23 Gran Bar. Este pequeno e charmoso restaurante localizado no pátio de um prédio antigo, conjugado à famosa loja de vinhos Winery, poussui um cardápio "meio bar, meio restaurante", com petiscos, saladas, sanduíches e massas. A carta de vinhos era extensa mas nos chamou a atenção a opção da degustação de 5 tipos de vinhos de Mendoza, harmonizados com pastinhas e torradas. Era uma sequência com vinhos Torrontés (com pasta de pimentão), Chardonnay (com pasta de rúcula e amêndoas), Tempranillo (com pasta de berinjela), Carbernet Sauvignon (com pasta de azeitonas gregas) e Malbec (com pasta de tomates secos ao sol). Foi muito divertido e esclarecedor poder comparar os cores, odores e sabores dos vinhos simultaneamente!


E para completar o jantar, pedimos uma deliciosa Salada Rústica de Legumes Grelhados e um toque de limão siciliano! Perfeito! Começamos nossa viagem com o pé direito!

O dia seguinte foi muito intenso: começamos pedalando quase 20 km até a Bodega Lagarde, onde fomos muito bem recebidos, conhecemos toda a vinícola em um tour privativo com uma guia brasileira, provamos os seus principais vinhos e terminamos com um almoço espetacular harmonizado com os vinhos! Duas entradas (Mini empanadas de carne e Salada de legumes grelhados), Prato principal (Medalhão de Filet Mignon com Vagens grelhadas e Batata Assada) e, como sobremesa, Uma mousse de arroz doce! Estava tudo perfeito, principalmente o Filet Mignon, macio, ao ponto para mal passado, saborosíssimo (que eu provei só um pedacinho, deixando o restante para o "coitado" do Alê... rs).


A parte mais difícil do passeio a Lagarde foi sair de lá pedalando! Que vontade de fazer a "siesta", depois de tanta comida e de tanto vinho!! rs

Mas tínhamos um outro compromisso já agendado na Bodega Alta Vista. E assim, subimos em nossas super bikes e lá fomos nós! Na Alta Vista, conhecemos a vinícola e degustamos 3 de seus vinhos em um lindo jardim cercado de oliveiras e canteiros de lavanda, com a Cordilheira dos Andes ao fundo... Espetacular!


Neste mesmo dia, tínhamos reserva no restaurante mais renomado de Mendoza, o 1884, de Francis Mallman! Esta reserva foi feita com muita antecedência pois este era o dia do nosso aniversário de casamento! Três anos de lua-de-mel com meu amor!!

O lugar é lindo, em um prédio antiquíssimo, com um jardim charmoso e um salão com decoração requintada com seus quadros imensos e paredes vermelhas. Logo na entrada, uma mesa com os pães produzidos na casa! Infelizmente não estávamos com muita fome e sem vontade nenhuma de tomar vinho... (porque será??? rs). O Alê pediu uma massa recheada com abóbora com molho de manteiga (divina) e eu pedi Canelloni de Berinjela e Queijo de Cabra gratinados (gostoso, mas com aparência de prato de cantina italiana, um pouco grosseiro para o requinte do Francis Mallman). Como sobremesa, Frutas Grelhadas (maçãs, peras, kiwi, abacaxi e grapefruit) com Sorvete: simples, rústico e saboroso!


Nosso terceiro dia de viagem foi destinado a um City Tour de Bike por Mendoza. Fomos conhecer o desbundante Parque San Martin, subimos pedalando até o Cerro de La Gloria, monumento histórico todo em bronze e voltamos para a cidade para saborear as famosas e deliciosas empanadas argentinas, em um dos restaurantes mais tradicionais da cidade, o Estância Florência. Para acompanhar, uma salada completa (com Paltas y Palma, ou seja, abacate e palmito! rs) e as nossas bikes como convidadas!


A sobremesa do almoço das empanadas foi no Café Havanna: tomamos Frapé de Café (mais ou menos, o Frappucchino do Starbucks é bem melhor... rs), Smoothie de Frutas Vermelhas (bem gostoso) e uma enorme Torta de Alfajor, que acabou decepcionando, pois estava muito "massuda" e seca, ficando bem aquém do saboroso e tradicional alfajor.


A noite, outra reserva já feita com antecedência, para conhecer o indicado Restaurante Azafrán, a 50 metros do nosso hotel! Mas, assim como aconteceu no dia do Francis Mallman, fome não era exatamente o nosso problema naquela noite!! rs

E lá fomos nós. O Azafrán parece um armazém antigo, inclusive com a venda de conservas, azeites, compotas, geléias. O cardápio era bem interessante, com pratos com tendência contemporânea. Como entrada "cortesia", chegaram duas torradinhas com paté de pato, deliciosas (eu comi as duas, o Alê declinou... rs). Como prato principal, pedimos uma carne (Medalhão) e uma Truta Salmonada com frutos do mar e Risotto em Tinta de lula, muito saboroso e diferente. A sobremesa, leve e fresca, levava frutas com sorvete de gengibre, servida em um copo transparente. Foi um jantar delicioso e as indicações que recebemos do Azafran fizeram jus à qualidade do restaurante. Só deixou a desejar o atendimento... A garçonete era meio "grossa", impaciente e tirou uma foto nossa com muita má vontade, toda torta! rs


No dia seguinte, nos despedimos do nosso hotel no Centro, pegamos um carro alugado, colocamos toda a nossa bagagem dentro de um corsa (inclusive as duas bicicletas!) e rumamos para o passeio de maior expectativa da viagem: a Visita a Bodega O. Fournier, produtora dos vinhos Alfa Crux. Este vinho faz parte da nossa história romântica: quando o Alê foi conhecer meus pais, os convidou para jantar no Pobre Juan e, sem olhar para a carta de vinhos, virou para o maitre e pediu uma garrafa de Alfa Crux, um vinho argentino muito recomendado. Foi um sucesso! O vinho era delicioso e conquistou meu pai (o Alê também! rs). Tanto que o Alê pediu outra garrafa (e eu só pensando... será que o vinho é caro??)... Quando veio a conta, o Alê, elegantemente tomou a dianteira e estendeu o cartão de crédito! Que cavalheiro! Nem esboçou o susto que levou ao ver o valor da conta! Dois Alfa Crux em um mesmo jantar! rs

Conhecer a O. Fournier era, portanto, o ponto alto da nossa viagem! Mas nada de bicicleta neste passeio, pois a O. Fournier está bem distante do centro de Mendoza, a 100km. Por isso, alugamos o carro e lá fomos nós.

A Bodega é tão espetacular e monumental que merece um post exclusivo para se falar dela. Degustamos toda a linha Alfa Crux, Beta Crux e Urban, mantendo nossa percepção de que esta é uma das melhores produtoras de vinho da Argentina.


Nossa visita à O. Fournier foi deliciosa. Além de conhecer toda a bodega e degustar vários de seus melhores vinhos (menos o "ícone" deles, o vinho O. Fournier, que não pode ser degustado), tivemos uma experiência enogastronômica fenomenal no restaurante Urban, comandado pela esposa do proprietário da bodega, já considerado um dos melhores da Argentina. E não decepcionou, foi a melhor sequencia de pratos harmonizados que provamos em Mendoza! Um show! E tudo isso com uma vista deslumbrante para a Cordilheira dos Andes! Como entrada, um Creme de Parmesão com Cebola Caramelizada (o melhor creme que já comi na vida), uma Berinjela entremeada por um creme de Gaspacho, Mini Kaftas com Coalhada, Ravioli fritos recheados com ovos moles e acelga tostada, Lomo com batatas e, para finalizar, Sopa de Frutas com Sorvete... E tudo harmonizado com os vinhos da linha Urban, a mais básica da vinícola, com excelente custo benefício (cerca de 30 pesos a garrafa).


Depois de um pequeno contratempo (a bateria do nosso carro arriou...), voltamos para Mendoza e para o nosso novo Hotel, El Aguamiel, localizado em uma pequena vinícola orgânica há 15 km do centro. A estrada nos assustou um pouco, parecia que não estávamos no caminho certo mas, finalmente, chegamos no pequeno hotel, rodeado de parreiras, touceiras de lavanda e... cerejeiras!! Que surpresa incrível!! Na porta do nosso chalé, dezenas de cerejeiras carregadas e um lindo prato de cerejas nos esperando no quarto! Fiz até uma foto com as cerejas frescas no mesmo estilo do logo dos Desafios!


A programação do dia seguinte era de pura aventura! Rumamos (de carro) para a Alta Montanha (como é chamada a Cordilheira dos Andes), pela rota 07, que atravessa as montanhas rumo à divisa com o Chile. Passamos pela fronteira e encontramos uma estrada de terra que levava ao Cristo Redentor, no Alto da Montanha. Depois de uma hora de terra, pedras, curvas muito fechadas e neve eterna, chegamos ao topo! Que frio e que vento!! Era quase impossível ficar do lado de fora do carro! Ainda bem que eu estava com uma capa "corta vento" com capuz!


Meu marido aventureiro, que havia levado a bicicleta no porta malas do nosso Corsinha, decidiu descer a montanha de bike! E eu, no carro de apoio, morrendo de medo de furar o pneu naquela estrada perdida no meio da cordilheira... Na descida, cruzamos com um grupo de ciclistas que, heroicamente, tentavam chegar ao cume! Em uma troca de gentilezas comum aos praticantes de esporte de aventura, o ciclista chileno ajudou o Alê a encher o pneu e, em retribuição, o Alê cedeu seu corta-vento, pois o frio estava aumentando e só iria piorar quando mais subissem rumo ao Cristo.


A parada seguinte foi o famosíssimo Parque Nacional do Aconcágua, de onde se pode avisar o pico mais alto da América do Sul:


Nossa última parada antes de voltar foi a atração turística "Puente de Los Incas", uma formação natural impressionante a partir das águas quentes vulcânicas e rochas calcárias! Para sua preservação, a Puente está fechada para passagem e o Hotel construído para aproveitar suas águas termais e medicinais foi fechado há alguns anos, e só restam as ruínas.



Depois de um dia sem grandes comilanças e degustações (só tomamos um vinho no jantar! rs), o dia seguinte foi dedicado novamente ao culto ao vinho! Visitamos duas bodegas muito interessantes e diferentes! A primeira, Mendel, foi uma visita sugerida pela atendente do Hotel onde estávamos e era praticamente nossa vizinha. E esta foi a grande surpresa da nossa viagem! Pequena e artesanal, apresentou vinhos de qualidade excelente, retirados direto do barril! Com linhas mais simples (Lunta), de nível médio (Mendel e Unus) e o "ícone" Finca Remota, a Mendel é reconhecida em Mendoza por ser conduzida por um dos melhores enólogos da Argentina, Roberto de la Mota. Além dos vinhos produzidos na propriedade, que possui parreiras de Malbec de 1928, há também oliveiras que produzem um azeite extra virgem especialíssimo, Olivar de Lunta, que provamos com pedaços de pão quente...


Próxima parada, depois da visita a Mendel, foi a Bodega Septima, do Grupo Cordoniú, localizada há 14 km do Hotel El Aguamiel pela Ruta 40 e Ruta 07. Bem diferente da Mendel, a Septima é gigantesca e imponente! Percorrem-se centenas de metros pelos vinhedos até chegarmos à sede, toda em pedra, com arquitetura moderna (como curiosidade, tanto a Septima quanto a O. Fournier foram desenhadas pelo mesmo casal de arquitetos da região, especializados em bodegas).

A degustação na Septima foi rápida (sem termos muito tempo para avaliar o vinho...), com um grupo maior de turistas. Esta foi a primeira vez que não tivemos "exclusividade" na degustação e na visita... Provamos os vinhos mais simples da vinícola, e acabamos não conhecendo sua linha superior, o que deixou a sensação desta ter sido a vinícola mais "comercial" que visitamos. A visita foi interessante, principalmente para estabelecermos bem a diferença de uma bodega automatizada das bodegas mais artesanais como a Lagarde ou a Mendel.


Após a visita, fomos para o restaurante María, dentro da própria sede. Super moderno, com uma linda vista para a cordilheira e decorada com galhos secos de parreiras. Exótico e muito apropriado!!


O almoço foi refinado e muito caprichado. Entradinhas de salmão e polvo (que eu me deliciei sozinha...rs), Empanada de Carne Criola, com massa folhada, Salada Verde com trufas de gorgonzola (interessantíssimo), Truta grelhada com legumes e crispis de mandioca (para mim) e Nhoques com molho de cordeiro (para o Alê). Como sobremesa, Bolo de chocolate com sorvete (para o Alê) e Peras ao Vinho Malbec (para mim). Todos harmonizados com vinhos da linha Septimo Dia, uma linha média da bodega, razoável!

Como vocês podem perceber, a viagem foi sensacional e muito bem planejada! E me desculpem a extensão do post... Juro que eu tentei resumir ao máximo as nossas incríveis aventuras!! Toda a parte dos vinhos, que vou deixar para meu marido "expert" escrever, virá em outro (s) post (s)! Aguardem!! E Bon Appetit e Bon Voyage!!