Mostrando postagens com marcador restaurantes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador restaurantes. Mostrar todas as postagens

DESAFIO: Fazer o famoso Pão Australiano do Outback!

Pão Australiano a la Desafios Gastronômicos
Esta não é a primeira vez que eu encaro o desafio de preparar o Pão Australiano! De cor escura, sabor forte e adocicado, levemente amargo também, é um tipo de pão que ganhou notoriedade em São Paulo graças ao Restaurante Outback, onde é servido quente, com uma manteiga branca e aerada!

A primeira tentativa foi um fracasso, mas não por culpa da receita que encontrei na internet... A massa ficou grudenta, não cresceu nada...  Até cheguei a assar os pãezinhos, mas por pura teimosia... Ficaram parecendo umas pedrinhas escuras e redondinhas! rs... Depois de dar destino certo aos pãezinhos (O LIXO!!), e refletir sobre o fracasso, percebi o erro: a receita que eu segui era para máquina de pão, por isso misturava o fermento granulado diretamente na farinha, sem dissolvê-lo em água morna antes! kkkkkk

Depois de vários pães de sucesso, graças às receitas incríveis do Jamie Oliver (pão de cerveja, pão ciabatta, foccacia...), era hora de voltar a tentar fazer o tal Pão Australiano. A receita que acabei fazendo é um "mix" de várias receitas, seguindo a forma de preparo básica dos pães do Jamie Oliver. Embora algumas das receitas encontradas utilizassem corantes para dar o tom marrom escuro tão característico, optei por utilizar ingredientes que potencializassem a cor escura: melaço de cana, açúcar mascavo, cacau em pó...

Também utilizei farinha de trigo normal e integral (meio a meio), e não incluí a farinha de centeio (caso for incluí-la, substitua uma das xícaras da farinha integral pelo centeio). Outra "adaptação" foi o fubá para polvilhar... Como eu não tinha, usei um pouco de semolina fina mesmo, mas não é o ideal... Os pães ficaram ótimos, com textura macia e delicada. O rendimento também foi bom: 2 pães de cerca de 500gr cada um.

Pão Australiano do Outback

  • 2 xícaras (300gr) de farinha de trigo
  • 2 xícaras (300gr) de farinha de trigo integral
  • 2 colheres de sopa (25gr) de cacau em pó
  • 4 colheres de sopa (60gr) de açúcar mascavo
  • 1/4 de xícara (100gr) de melaço ou mel
  • 1 1/2 tabletes (45gr) de fermento fresco
  • 2 colheres de sopa (30gr) de manteiga ou margarina derretida
  • 2 xícaras (300ml) de água morna
  • 1 pitada generosa de sal
  • fubá para polvilhar
  • manteiga cremosa para acompanhar
Dissolva o fermento em pó em metade da água morna e o açúcar mascavo. Coloque todos os ingredientes secos (farinhas, cacau, sal) no centro de uma bancada ou no bowl da sua batedeira. Faça um buraco no meio e junte o líquido do fermento, a manteiga (ou margarina) e o melaço (ou mel). Comece a misturar para incorporar (no caso de utilizar batedeira, use aqui a pá de gancho, própria para massas). Enquanto sova, vá juntando o restante da água morna aos poucos, até a massa começar a ficar homogênea (sem grudar). Sove por 5 minutos.
 Coloque em uma travessa, cubra com filme plástico e deixe em lugar protegido e quente para crescer a massa por 1 hora. Sove novamente e modele os pães a seu gosto. Polvilhe com o fubá e faça cortes na diagonal com uma faca. Arrume os pães em uma assadeira grande e deixe crescer por mais 1 hora.

Aqueça o forno a 180 graus e asse os pães por uns 30 minutos. Deixe esfriar sobre uma grade.


Para fazer a manteiga cremosa: bater a manteiga na batedeira, juntar 1/4 de xícara de água gelada e bater até aerar.

Pão Australiano a la Desafios Gastronômicos



DESAFIO: Reproduzir o Bolinho de Chuva com suco de laranja que minha avó fazia!!

Bolinho de Chuva de Laranja
Pode parecer estranho e inusitado, mas a inspiração deste desafio veio de um passeio maravilhoso que fizemos em Paraty, dentro do Saco do Mamanguá, com um grupo de amigos, no feriado do carnaval!

O percurso, percorrendo pequenos rios margeados por manguezais, foi feito de caiaque e de canoa e incluía duas paradas: uma, para o almoço, no Restaurante da Dona Gracinha e a outra, a visita e o mergulho na Cachoeira do Mamanguá! A região é maravilhosa, com mar tranquilo, perfeito para remar! Saímos do Hotel do Paulo e da Cris com um barco de apoio que nos levou até o fundo do saco, onde desembocam 10 rios que vem da mata atlântica, formando um enorme estuário circundado por manguezais... Dá prá imaginar?? Para quem desejar conhecer este paraíso, pode sair de barco de Paraty ou, ainda, de Paraty Mirim, onde dá para chegar de carro e depois alugar um barco de pesca! Imperdível!!


Mas, continuando a história, depois de alguns probleminhas com a maré, que insistia em ficar muito baixa e nos fez percorrer parte do percurso puxando a canoa por um rio quase inexistente, cheio de curvas e desviar dos caranguejos vermelhos do mangue que nos observavam curiosos, chegamos à nossa primeira parada. O restaurante fica no fundo do manguezal, com acesso somente de canoa, bote ou caiaque... Dona Gracinha, moradora do local, nos "empresta" sua casa, sua cozinha e sua habilidade como cozinheira para nos proporcionar momentos gastronômicos muito especiais! O cardápio, caseiro e caprichado, incluiu salada, arroz, feijão, dois tipos de farofa (de banana e de mariscos), peixe frito e, o "gran finale", o famoso Bolinho de Chuva!

O Bolinho de Chuva estava realmente delicioso e, segundo Dona Gracinha, o segredo é fazê-lo com água no lugar do leite, para não queimar enquanto frita! Interessante!!

Quando voltei para São Paulo, perguntei à minha mãe qual era a receita do Bolinho de Chuva que minha avó fazia quando éramos crianças... Lembro-me bem de vê-la misturando os ingredientes em uma tigela e  fritando os bolinhos às colheradas... Lembro-me também que ela, além da receita mais tradicional com leite, também fazia um bolinho de chuva com suco de laranja, o meu preferido!! E o mais interessante (e desesperador! rs): não havia receita... Ela ia misturando os ingredientes "a olho", até dar o ponto!!

Estava lançado o desafio: Reproduzir o Bolinho de Chuva feito com suco de laranja da minha avó! Com açúcar, canela, e um enorme sabor de infância!!!

Embora tenha me baseado em algumas receitas que encontrei na internet, fiz como minha avó: adaptei os ingredientes para chegar no melhor ponto para fritar!! Se fica mole demais, ele não fica redondinho, fica achatado e oleoso... Se há farinha demais, o bolinho fica duro... Depois de alguns testes, encontrei o ponto ideal: a massa deve cair da colher lentamente, sem escorrer ou pingar!! Outro cuidado é a temperatura do óleo: se estiver muito quente, o bolinho vai ficar escuro por fora e cru por dentro... Se estiver muito frio, o bolinho vai encharcar e não vai ficar uniforme! Resumindo: fazer Bolinho de chuva não é bolinho não!! kkkk Mas assim que você acerta a mão, fica uma delícia! Bón Appetit!!

Bolinho de Chuva de Laranja 

(30 bolinhos)

  • 1 ovo
  • 1/2 xícara de açúcar
  • 2/3 xícara de suco de laranja coado
  • 1 1/2 xícaras de farinha de trigo
  • 1 pitada de sal
  • 1/2 colher de sopa de fermento em pó
  • óleo para fritar
  • 2 colheres de sopa de açúcar e 1 colher de chá de fermento para polvilhar
Bata na batedeira (ou com um fuê) o ovo, o sal e o açúcar, até ficar esbranquiçado. Junte metade do suco de laranja e metade da farinha já peneirada e bata mais um pouco. Junte o restante do suco, o restante da farinha e o fermento e bata mais um pouco. A consistência deve ser firme, de forma a não pingar da colher. Aqueça o óleo em fogo médio.



Vá colocando colheradas da massa (cerca de 2/3 de uma colher de sobremesa). Utilize outra colher para retirar a massa e colocá-la no óleo. Deixe dourar bem e vire para o outro lado (se estiver dourando muito rápido, reduza o fogo ou retire a panela do fogo por alguns minutos, caso contrário a massa ficará crua por dentro). Deixe escorrer em papel toalha e passe os bolinhos pela mistura de açúcar e canela. Sirva quente!



Ficou uma delícia! E o "premiado" com o desafio foi meu filho Erik, que comeu quase o pote todo! Adolescente tem uma fome, não é?? rs

DESAFIO: Testar uma receita do livro de Silvia Percussi, da Vinheria Percussi!

Bucatini con Zucchine e Funghi alla Crema
Quando fui jantar na casa de nossos amigos Roberta e Carlos (que, por sinal, serviram um maravilhoso pernil de cordeiro assado com alecrim e um delicioso Risotto al Funghi), a Roberta me emprestou um livrinho com receitas de cogumelos, escrito por sua amiga Silvia Percussi, chef do restaurante Vinheria Percussi.

Algum tempo depois, coincidentemente, estava trabalhando em um projeto em Pinheiros quando vi que estávamos próximos do Vinheria. E lá fui eu, com minha amiga (e colega de trabalho também) Sofia, almoçar lá.

Foi simplesmente espetacular! A proposta do Menu del Giorno (Menu do Dia) é a seguinte: 2 opções de entrada, 2 opções de prato principal, 2 opções de sobremesa, por R$ 45,00/pessoa... Até aí, nada diferente da maioria dos bons restaurantes que oferecem menús especiais para o almoço, a um preço mais acessível! A surpresa ficou por conta da possibilidade de se provar todos os pratos do menu, em porções menores! Uma verdadeira degustação de pratos com inspiração italiana, saborosíssimos, requintados e elaborados com cuidado! Um show!!

Cheguei em casa, neste dia, e li com mais atenção as 60 receitas da Silvia sobre cogumelos (de aperitivos, passando por entradas, massas e chegando aos pratos principais)... E logo tive a oportunidade de testar uma delas, em um jantarzinho romântico com meu marido: Spaghetti con Zucchine e Funghi alla Crema (Spaghetti com Abobrinha e Cogumelos ao molho cremoso). Fiz só uma pequena adaptação: como não tinha spaghetti, usei o Bucatini, uma massa um pouco mais grossa, com furinho no meio.

fotos da net (site Destemperados.com e Restauranter.blogspot.com)
A receita é feita em 4 etapas: o cozimento da massa, a fritura das fatias finas de abobrinha, o preparo dos cogumelos na manteiga e a junção de tudo com um delicioso molho à base de creme de leite fresco!

Bucatini com Molho Cremoso de Abobrinhas e Cogumelos (para 4 pessoas)

  • 500 gr de bucatini ou spaghetti ou spaghettini (massa italiana)
  • 700 gr de abobrinhas pequenas, cortadas em fatias finas
  • 500 gr de champignons frescos fatiados finos
  • óleo para fritar
  • 250 ml de creme de leite fresco
  • 1 colher de sopa de manteiga
  • sal e pimenta do reino moídos na hora a gosto
  • queijo parmesão ralado a gosto
Coloque água para o cozimento da massa (5 litros) com um pouco de óleo e sal.
Frite algumas fatias de abobrinha no óleo bem quente até começarem a dourar. Retire e coloque em papel absorvente para retirar o óleo. Repita este processo com toda a abobrinha. Reserve.
Aqueça outra frigideira e derreta a manteiga. Frite os cogumelos até secarem e começarem a dourar. Acerte o sal, coloque o creme de leite, deixe ferver um pouco, junte as abobrinhas e a pimenta do reino. Reserve aquecido.
Cozinhe a massa pelo tempo indicado na embalagem. Junte a massa ao molho e mexa até incorporar bem. Salpique o queijo parmesão e sirva em pratos aquecidos!

Bucatini com Molho Cremoso de Abobrinhas e Cogumelos

Adorei a receita! O resultado é um prato leve, cremoso, adocicado pelas abobrinhas e com sabor marcante dos cogumelos salteados na manteiga! Bón Appetit!!

DESAFIO: Almoçar com as Gaivotas, em Floripa!

Ir a bela ilha de Florianópolis, em Santa Catarina e não comer a Sequência de Camarão é como ir a França e não comer macarons ou ir a Portugal e não comer bacalhau... Ou, ainda, ir ao Mercadão do Centro e não comer o sanduíche de Mortadela (se você conseguir aguentar a enorme fila que sempre se forma por lá!!)

A Sequência de Camarão, como o próprio nome diz, é uma "sequência" de pratos feitos a base de camarão: Bolinho de Camarão, Camarão a Milanesa, Camarão ao Bafo (cozido no vapor), Camarão Alho e óleo, Camarão a Grega, Risoto de Camarão, Escondidinho de Camarão... Não parece o amigo do Forrest Gump, Bubba, contando a ele todos os pratos que se pode fazer com camarão??? Plágio total com os nossos amigos de Floripa!!


"Anyway, like I was sayin', shrimp is the fruit of the sea. You can barbecue it, boil it, broil it, bake it, saute it. Dey's uh, shrimp-kabobs, shrimp creole, shrimp gumbo. Pan fried, deep fried, stir-fried. There's pineapple shrimp, lemon shrimp, coconut shrimp, pepper shrimp, shrimp soup, shrimp stew, shrimp salad, shrimp and potatoes, shrimp burger, shrimp sandwich. That- that's about it."

Mas nossa experiência gastronômica foi muito além de comer camarão de diversas formas... Em um passeio pelo lado norte da Ilha, depois de visitar a badaladíssima Jurerê, onde os "meninos" ficaram bem impressionados com a beleza das catarinenses e das argentinas e as "meninas" acharam melhor ir almoçar longe dali (rs), fomos conhecer a praia de Sambaqui. Um paraíso: céu azul, vento, gaivotas voando, canoas de pescadores, areia branca... E nada de mulheres altas e loiras com biquinis minúsculos! Acho que o Alê vai questionar o meu conceito de "paraíso", mas tudo bem... O blog é meu e eu chamo de paraíso o que eu quiser! kkkk

Passamos por um pequeno restaurante à beira mar, com o estacionamento lotado, chamado Gaivotas de Sambaqui. Nas janelas, cartazes simples anunciavam a especialidade da casa: a famosa Sequência de Camarão. Ao entrar, nos deparamos com um ambiente simples, pequeno, com poucas (e ocupadas) mesas de madeira e grandes janelas de vidro emoldurando a linda paisagem marítima... Mas nada nos surpreendeu tanto quanto ver um enorme galho de árvore passando por dentro do restaurante, ao lado das mesas, cheio de brotos e folhas verdes! Lindo!!



E o nome do local não podia ser mais apropriado... Parecia até que as gaivotas haviam sido contratadas para ficar ali, passeando pela paisagem que avistávamos das janelas... Logo entendemos como funcionava a "contratação" delas: de tempos em tempos, o garçom retirava as sobras de camarão das mesas e efetuava o "pagamento" a suas famintas funcionárias, uma pechincha pelo lindo balé alado que elas proporcionavam aos extasiados clientes do local:


E as gaivotas tinham total razão: os camarões eram divinos! Feitos na hora, com muito capricho e bem servidos! Além da Sequência, nossa turma de esfomeados adolescentes se deliciou com as ostras: cruas, frescas, servidas com sal e limão e as gratinadas, com manteiga e parmesão!



 E tudo isso a um preço muito acessível e honesto: R$ 110,00 por uma Sequência para 4 pessoas e R$ 13,00 a dúzia da ostra crua! E tem gente que ainda prefere ficar em Jurerê Internacional!! Que mau gosto!! rs e Bon Appetit!!

DESAFIO: Comer, Beber e Pedalar em Mendoza!

Comer, Beber e Pedalar em Mendoza! Essa foi nossa linda viagem para comemorar 3 anos de casados! Romântica, gastronômica e esportiva! Totalmente a nossa "cara"!

A ideia de pedalar em Mendoza surgiu de um anúncio de jornal em um suplemento de viagem, oferecendo pacotes com esta proposta. Mas eram muito caros e, obviamente, muito "engessados"! O Alê adorou a ideia, mas nada de guias, nada de carro de apoio, nada de roteiros padronizados e vinícolas do circuito turístico! Nós iríamos fazer o passeio por nossa conta, inclusive levando nossas próprias bicicletas. Logo, entramos na internet e reservamos as passagens, US$ 250,00 por passageiro, ida e volta, uma pechincha!

Foram muitas horas de planejamento, pesquisa, ligações telefônicas (via Skype, é claro... rs). Navegamos no Google Maps por horas para simular os roteiros de cada dia do passeio. Pesquisamos as vinícolas que queríamos conhecer, os pontos turísticos e, obviamente, os restaurantes! Enviamos emails solicitando informações, confirmando reservas! Estudamos detalhadamente como embalar, desmontar e transportar as bicicletas, o ponto mais "crítico" da nossa viagem! O planejamento foi detalhado e, certamente, garantiu o sucesso do nosso passeio!

Alguns números da nossa viagem: 6 dias, 5 vinícolas visitadas (Lagarde, Alta Vista, O. Fournier, Mendel, Septima), hospedagem em dois hotéis (Diplomatic e El Aguamiel), 10 restaurantes conhecidos, 41 vinhos provados, analisados e anotados no nosso livrinho (aguardem post sobre isso!), 80 km pedalados, 1200 km percorridos de carro (até a fronteira com o Chile, para conhecer a Alta Montanha), 15 garrafas de vinho na bagagem e módicos US$ 360,00 pagos em excesso de bagagem (graças às bicicletas e às 15 garrafas de vinho!)

Foram muitas experiências enogastronômicas interessantes, visitas a lugares e paisagens deslumbrantes e pedaladas deliciosas!

O primeiro almoço da viagem foi no Siga La Vaca, ainda em Buenos Aires, enquanto aguardávamos o vôo para Mendoza. O restaurante é uma churrascaria, bem simples e com preço acessível (95 pesos por pessoa, com vinho e sobremesa inclusos), mas que nos surpreendeu em alguns aspectos: o vinho, um Malbec de Mendoza ("Pont Leveque"), a carne (destaque para o Lomo, que não parecia filet mignon e sim uma picanha) e as sobremesas típicas, muito boas: um Almendrado (sorvete de creme com amêndoas) para o Alê, e Fatias de Maçãs Caramelizadas com Sorvete de Creme.


Chegamos em Mendoza à noite e, após o check in no Hotel Diplomatic (lindo, chique e com atendimento primoroso, membro merecido do Luxury Hotels), saímos a pé até El 23 Gran Bar. Este pequeno e charmoso restaurante localizado no pátio de um prédio antigo, conjugado à famosa loja de vinhos Winery, poussui um cardápio "meio bar, meio restaurante", com petiscos, saladas, sanduíches e massas. A carta de vinhos era extensa mas nos chamou a atenção a opção da degustação de 5 tipos de vinhos de Mendoza, harmonizados com pastinhas e torradas. Era uma sequência com vinhos Torrontés (com pasta de pimentão), Chardonnay (com pasta de rúcula e amêndoas), Tempranillo (com pasta de berinjela), Carbernet Sauvignon (com pasta de azeitonas gregas) e Malbec (com pasta de tomates secos ao sol). Foi muito divertido e esclarecedor poder comparar os cores, odores e sabores dos vinhos simultaneamente!


E para completar o jantar, pedimos uma deliciosa Salada Rústica de Legumes Grelhados e um toque de limão siciliano! Perfeito! Começamos nossa viagem com o pé direito!

O dia seguinte foi muito intenso: começamos pedalando quase 20 km até a Bodega Lagarde, onde fomos muito bem recebidos, conhecemos toda a vinícola em um tour privativo com uma guia brasileira, provamos os seus principais vinhos e terminamos com um almoço espetacular harmonizado com os vinhos! Duas entradas (Mini empanadas de carne e Salada de legumes grelhados), Prato principal (Medalhão de Filet Mignon com Vagens grelhadas e Batata Assada) e, como sobremesa, Uma mousse de arroz doce! Estava tudo perfeito, principalmente o Filet Mignon, macio, ao ponto para mal passado, saborosíssimo (que eu provei só um pedacinho, deixando o restante para o "coitado" do Alê... rs).


A parte mais difícil do passeio a Lagarde foi sair de lá pedalando! Que vontade de fazer a "siesta", depois de tanta comida e de tanto vinho!! rs

Mas tínhamos um outro compromisso já agendado na Bodega Alta Vista. E assim, subimos em nossas super bikes e lá fomos nós! Na Alta Vista, conhecemos a vinícola e degustamos 3 de seus vinhos em um lindo jardim cercado de oliveiras e canteiros de lavanda, com a Cordilheira dos Andes ao fundo... Espetacular!


Neste mesmo dia, tínhamos reserva no restaurante mais renomado de Mendoza, o 1884, de Francis Mallman! Esta reserva foi feita com muita antecedência pois este era o dia do nosso aniversário de casamento! Três anos de lua-de-mel com meu amor!!

O lugar é lindo, em um prédio antiquíssimo, com um jardim charmoso e um salão com decoração requintada com seus quadros imensos e paredes vermelhas. Logo na entrada, uma mesa com os pães produzidos na casa! Infelizmente não estávamos com muita fome e sem vontade nenhuma de tomar vinho... (porque será??? rs). O Alê pediu uma massa recheada com abóbora com molho de manteiga (divina) e eu pedi Canelloni de Berinjela e Queijo de Cabra gratinados (gostoso, mas com aparência de prato de cantina italiana, um pouco grosseiro para o requinte do Francis Mallman). Como sobremesa, Frutas Grelhadas (maçãs, peras, kiwi, abacaxi e grapefruit) com Sorvete: simples, rústico e saboroso!


Nosso terceiro dia de viagem foi destinado a um City Tour de Bike por Mendoza. Fomos conhecer o desbundante Parque San Martin, subimos pedalando até o Cerro de La Gloria, monumento histórico todo em bronze e voltamos para a cidade para saborear as famosas e deliciosas empanadas argentinas, em um dos restaurantes mais tradicionais da cidade, o Estância Florência. Para acompanhar, uma salada completa (com Paltas y Palma, ou seja, abacate e palmito! rs) e as nossas bikes como convidadas!


A sobremesa do almoço das empanadas foi no Café Havanna: tomamos Frapé de Café (mais ou menos, o Frappucchino do Starbucks é bem melhor... rs), Smoothie de Frutas Vermelhas (bem gostoso) e uma enorme Torta de Alfajor, que acabou decepcionando, pois estava muito "massuda" e seca, ficando bem aquém do saboroso e tradicional alfajor.


A noite, outra reserva já feita com antecedência, para conhecer o indicado Restaurante Azafrán, a 50 metros do nosso hotel! Mas, assim como aconteceu no dia do Francis Mallman, fome não era exatamente o nosso problema naquela noite!! rs

E lá fomos nós. O Azafrán parece um armazém antigo, inclusive com a venda de conservas, azeites, compotas, geléias. O cardápio era bem interessante, com pratos com tendência contemporânea. Como entrada "cortesia", chegaram duas torradinhas com paté de pato, deliciosas (eu comi as duas, o Alê declinou... rs). Como prato principal, pedimos uma carne (Medalhão) e uma Truta Salmonada com frutos do mar e Risotto em Tinta de lula, muito saboroso e diferente. A sobremesa, leve e fresca, levava frutas com sorvete de gengibre, servida em um copo transparente. Foi um jantar delicioso e as indicações que recebemos do Azafran fizeram jus à qualidade do restaurante. Só deixou a desejar o atendimento... A garçonete era meio "grossa", impaciente e tirou uma foto nossa com muita má vontade, toda torta! rs


No dia seguinte, nos despedimos do nosso hotel no Centro, pegamos um carro alugado, colocamos toda a nossa bagagem dentro de um corsa (inclusive as duas bicicletas!) e rumamos para o passeio de maior expectativa da viagem: a Visita a Bodega O. Fournier, produtora dos vinhos Alfa Crux. Este vinho faz parte da nossa história romântica: quando o Alê foi conhecer meus pais, os convidou para jantar no Pobre Juan e, sem olhar para a carta de vinhos, virou para o maitre e pediu uma garrafa de Alfa Crux, um vinho argentino muito recomendado. Foi um sucesso! O vinho era delicioso e conquistou meu pai (o Alê também! rs). Tanto que o Alê pediu outra garrafa (e eu só pensando... será que o vinho é caro??)... Quando veio a conta, o Alê, elegantemente tomou a dianteira e estendeu o cartão de crédito! Que cavalheiro! Nem esboçou o susto que levou ao ver o valor da conta! Dois Alfa Crux em um mesmo jantar! rs

Conhecer a O. Fournier era, portanto, o ponto alto da nossa viagem! Mas nada de bicicleta neste passeio, pois a O. Fournier está bem distante do centro de Mendoza, a 100km. Por isso, alugamos o carro e lá fomos nós.

A Bodega é tão espetacular e monumental que merece um post exclusivo para se falar dela. Degustamos toda a linha Alfa Crux, Beta Crux e Urban, mantendo nossa percepção de que esta é uma das melhores produtoras de vinho da Argentina.


Nossa visita à O. Fournier foi deliciosa. Além de conhecer toda a bodega e degustar vários de seus melhores vinhos (menos o "ícone" deles, o vinho O. Fournier, que não pode ser degustado), tivemos uma experiência enogastronômica fenomenal no restaurante Urban, comandado pela esposa do proprietário da bodega, já considerado um dos melhores da Argentina. E não decepcionou, foi a melhor sequencia de pratos harmonizados que provamos em Mendoza! Um show! E tudo isso com uma vista deslumbrante para a Cordilheira dos Andes! Como entrada, um Creme de Parmesão com Cebola Caramelizada (o melhor creme que já comi na vida), uma Berinjela entremeada por um creme de Gaspacho, Mini Kaftas com Coalhada, Ravioli fritos recheados com ovos moles e acelga tostada, Lomo com batatas e, para finalizar, Sopa de Frutas com Sorvete... E tudo harmonizado com os vinhos da linha Urban, a mais básica da vinícola, com excelente custo benefício (cerca de 30 pesos a garrafa).


Depois de um pequeno contratempo (a bateria do nosso carro arriou...), voltamos para Mendoza e para o nosso novo Hotel, El Aguamiel, localizado em uma pequena vinícola orgânica há 15 km do centro. A estrada nos assustou um pouco, parecia que não estávamos no caminho certo mas, finalmente, chegamos no pequeno hotel, rodeado de parreiras, touceiras de lavanda e... cerejeiras!! Que surpresa incrível!! Na porta do nosso chalé, dezenas de cerejeiras carregadas e um lindo prato de cerejas nos esperando no quarto! Fiz até uma foto com as cerejas frescas no mesmo estilo do logo dos Desafios!


A programação do dia seguinte era de pura aventura! Rumamos (de carro) para a Alta Montanha (como é chamada a Cordilheira dos Andes), pela rota 07, que atravessa as montanhas rumo à divisa com o Chile. Passamos pela fronteira e encontramos uma estrada de terra que levava ao Cristo Redentor, no Alto da Montanha. Depois de uma hora de terra, pedras, curvas muito fechadas e neve eterna, chegamos ao topo! Que frio e que vento!! Era quase impossível ficar do lado de fora do carro! Ainda bem que eu estava com uma capa "corta vento" com capuz!


Meu marido aventureiro, que havia levado a bicicleta no porta malas do nosso Corsinha, decidiu descer a montanha de bike! E eu, no carro de apoio, morrendo de medo de furar o pneu naquela estrada perdida no meio da cordilheira... Na descida, cruzamos com um grupo de ciclistas que, heroicamente, tentavam chegar ao cume! Em uma troca de gentilezas comum aos praticantes de esporte de aventura, o ciclista chileno ajudou o Alê a encher o pneu e, em retribuição, o Alê cedeu seu corta-vento, pois o frio estava aumentando e só iria piorar quando mais subissem rumo ao Cristo.


A parada seguinte foi o famosíssimo Parque Nacional do Aconcágua, de onde se pode avisar o pico mais alto da América do Sul:


Nossa última parada antes de voltar foi a atração turística "Puente de Los Incas", uma formação natural impressionante a partir das águas quentes vulcânicas e rochas calcárias! Para sua preservação, a Puente está fechada para passagem e o Hotel construído para aproveitar suas águas termais e medicinais foi fechado há alguns anos, e só restam as ruínas.



Depois de um dia sem grandes comilanças e degustações (só tomamos um vinho no jantar! rs), o dia seguinte foi dedicado novamente ao culto ao vinho! Visitamos duas bodegas muito interessantes e diferentes! A primeira, Mendel, foi uma visita sugerida pela atendente do Hotel onde estávamos e era praticamente nossa vizinha. E esta foi a grande surpresa da nossa viagem! Pequena e artesanal, apresentou vinhos de qualidade excelente, retirados direto do barril! Com linhas mais simples (Lunta), de nível médio (Mendel e Unus) e o "ícone" Finca Remota, a Mendel é reconhecida em Mendoza por ser conduzida por um dos melhores enólogos da Argentina, Roberto de la Mota. Além dos vinhos produzidos na propriedade, que possui parreiras de Malbec de 1928, há também oliveiras que produzem um azeite extra virgem especialíssimo, Olivar de Lunta, que provamos com pedaços de pão quente...


Próxima parada, depois da visita a Mendel, foi a Bodega Septima, do Grupo Cordoniú, localizada há 14 km do Hotel El Aguamiel pela Ruta 40 e Ruta 07. Bem diferente da Mendel, a Septima é gigantesca e imponente! Percorrem-se centenas de metros pelos vinhedos até chegarmos à sede, toda em pedra, com arquitetura moderna (como curiosidade, tanto a Septima quanto a O. Fournier foram desenhadas pelo mesmo casal de arquitetos da região, especializados em bodegas).

A degustação na Septima foi rápida (sem termos muito tempo para avaliar o vinho...), com um grupo maior de turistas. Esta foi a primeira vez que não tivemos "exclusividade" na degustação e na visita... Provamos os vinhos mais simples da vinícola, e acabamos não conhecendo sua linha superior, o que deixou a sensação desta ter sido a vinícola mais "comercial" que visitamos. A visita foi interessante, principalmente para estabelecermos bem a diferença de uma bodega automatizada das bodegas mais artesanais como a Lagarde ou a Mendel.


Após a visita, fomos para o restaurante María, dentro da própria sede. Super moderno, com uma linda vista para a cordilheira e decorada com galhos secos de parreiras. Exótico e muito apropriado!!


O almoço foi refinado e muito caprichado. Entradinhas de salmão e polvo (que eu me deliciei sozinha...rs), Empanada de Carne Criola, com massa folhada, Salada Verde com trufas de gorgonzola (interessantíssimo), Truta grelhada com legumes e crispis de mandioca (para mim) e Nhoques com molho de cordeiro (para o Alê). Como sobremesa, Bolo de chocolate com sorvete (para o Alê) e Peras ao Vinho Malbec (para mim). Todos harmonizados com vinhos da linha Septimo Dia, uma linha média da bodega, razoável!

Como vocês podem perceber, a viagem foi sensacional e muito bem planejada! E me desculpem a extensão do post... Juro que eu tentei resumir ao máximo as nossas incríveis aventuras!! Toda a parte dos vinhos, que vou deixar para meu marido "expert" escrever, virá em outro (s) post (s)! Aguardem!! E Bon Appetit e Bon Voyage!!

DESAFIO: Provar o Brunch da Casa de Chá Teakettle, depois de pedalar 30km!!

O Brunch da Casa de Chá Teakettle
Que tal combinar exercício físico com gastronomia? Sair para pedalar 30km e, depois, se deliciar (e recuperar TODAS as calorias perdidas) em um delicioso Brunch (a mistura de Breakfast - café da manhã com Lunch - almoço) em uma charmosa casa de chá??

Este foi nosso "desafio" de um domingão ensolarado!! Dureza, não??

Tudo começou com uma corrida de taxi... O Sr. William, motorista muito simpático do ponto próximo de casa, em animada conversa sobre os restaurantes da região, me falou de uma casa de chá na Chácara Santo Antônio... Sua animação foi tanta que eu fiquei doida para conhecer!!

A primeira tentativa de conhecer o local foi no sábado, quando combinei um café da manhã com meus pais... Entrei no site da Teakettle, vi o horário de funcionamento (9:30 as 19:30h) e lá fomos nós... E demos com a "cara na porta", literalmente! rs... Uma plaquinha no portão dizia que o horário de funcionamento era aquele mesmo, mas que o brunch aos finais de semana só começava as 10:30h... Totalmente frustrada, acabamos indo tomar café em uma padaria próxima... Mas, como eu sou insistente, passei lá novamente e conheci o local (lindo, fofo!!) e a filha da dona, Cris, que me explicou que havia chegado atrasada naquele dia...

Quando o Alê me convidou para um passeio de bike pela cidade no domingo de manhã, sugeri de terminarmos o passeio na Teakettle, para provar o Brunch! Saímos as 10h, pedalamos uns 30km e, lá pelas 12:30h, chegamos no nosso destino! Acho que foi a primeira vez que eles tiveram fregueses que chegaram lá de bicicleta (e meio suadinhos...rs)!!

Escolhemos uma mesa próxima ao jardim... O espaço é lindo, romântico, com toalhas floridas e louças delicadas (diferentes em cada mesa!!)



O Brunch, a R$ 52,00 por pessoa, é completíssimo: frutas, iogurte, pães, frios, ovos mexidos, geléias, doces, bolos, quiches, tostex, panquecas, pães de queijo e até um creme de abóbora!! Além de várias opções de bebida, sucos, chás gelados e as bebidas quentes (café com leite, chás de vários tipos, Chai Latte, chocolate quente...). Tudo servido em louças lindas e refinadas!! Show!


Começamos com uma caprichadíssima salada de frutas, iogurte, granola (deliciosa) e bebidas frias (destaque para o Chá Gelado de Rosas e Cramberry, divino)!:


Depois, vieram os pães (que poderiam ser um pouco mais frescos e crocantes...), frios, ovos mexidos, manteiga e geléias (adorei a geléia de Physallis!):


Continuando a "esbórnia" gastronômica, chegaram os pães de queijo quentinhos (no lugar dos waffles, infelizmente...rs), os tostex (com pouco recheio, principalmente para o padrão do Alê...) e as panquecas com morangos e mel (um pouco grossas para o meu padrão...):


Neste ponto do Brunch, já comíamos por pura gula... E ainda faltavam a quiche (de Bacalhau), a sopa (de Abóbora com Gengibre e laranja) e os bolos (de Banana, Chocolate e Laranja)!

Eu ainda tive a "coragem" de provar a quiche (ótima!) e a sopa (deliciosa!), mas o Alê "arregou"... rs


Para finalizar, e prestes a desmaiar de tanto comer, pedi o Bolo de Banana (só porque eu ADORO bolo de banana...)


Foram duas horas e meia de comilança!! Que delícia!! Que forma maravilhosa de se terminar um passeio de bicicleta!! O duro foi voltar para casa de bicicleta pesando dois quilos a mais!!! rs

Além do Brunch, a Teakettle (Rua Alexandre Dumas, 1049, Chácara Santo Antônio, tel. 5523 9615 oferece Chá da Tarde e realiza eventos como aniversários, batizados, casamentos... Vale a pena conhecer!