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DESAFIO: Ajudar a preparar um Festival de Bruschettas para uma turma bem grande!!


Nossas férias de verão este ano em Florianópolis foram muito especiais, com a família reunida, lindos dias de sol e lugares maravilhosos para conhecer... Lugares como a Praia Mole (cujo percurso foi feito à pé, desde a Lagoa), Jurerê Internacional (onde a alta sociedade catarinense se encontra e as catarinenses esbanjam sua beleza), Praia do Sambaqui (vila de pescadores super charmosa e local de uma deliciosa experiência gastronômica no Restaurante das Gaivotas), as impressionantes Dunas da Joaquina, onde fizemos o "sandboard" (alguns descendo em pé, outros de bumbum, como eu... rs), a Lagoa, onde testei, pela primeira vez, uma prancha de Stand Up Paddle (e adorei!!) e a longa caminhada por trilha pela Barra da Lagoa, retornando de barco...
Mas o ponto alto da nossa viagem, certamente, foi o convívio que tivemos com nossa querida amiga Nadine e suas lindas filhas, que se mudaram para Floripa há alguns anos, fugindo da loucura de São Paulo... Em sua linda casa próxima a Lagoa, pudemos curtir um pouco da experiência de como é viver nesta linda e acolhedora cidade... Quando fomos convidados para jantar em sua casa, fiquei assustada: como ela vai chegar do trabalho e preparar uma refeição para tanta gente? Afinal, éramos 11 pessoas! Mas a Naná, com seu jeito prático e organizado, tirou o desafio de letra: preparou um Festival de Bruschettas, com recheios para todos os gostos! E pôs todo mundo para ajudar: o Alê comprou os pães italianos e o vinho, o Ian picou os tomates, a Karen descascou e cortou as abobrinhas, a Naná refogou os cogumelos, eu preparei as berinjelas grelhadas... E, em menos de uma hora, saíram mais de 30 bruschettas, com 4 recheios diferentes: Tomates com Queijo, Cogumelos Frescos, Abobrinha com Brie e, para as crianças menores, Patê de Presunto!!

Bruschetta de Tomate e Queijo

  • 8 fatias de pão italiano
  • 3 tomates sem pele e sem sementes picados
  • sal e pimenta do reino a gosto
  • 1 colher de sopa de azeite extra virgem
  • Queijo mussarela ou prato ralado grosso
  • manjericão para decorar (opcional)
  • Azeite extra virgem para regar
Pré aqueça o forno a 180 graus. Corte os tomates em cubinhos. Tempere com sal, pimenta e um filete de azeite extra virgem. Reserve. Leve as fatias de pão com um filete de azeite para o forno e deixe por 10 minutos (não deixe dourar). Retire do forno, cubra cada fatia com um pouco do tomate e com o queijo. Leve para assar novamente até derreter o queijo. Se desejar, decore cada tartine com uma folhinha de manjericão.

Bruschetta de Cogumelos

  • 8 fatias de pão italiano
  • 250 gr de cogumelos frescos
  • 1 colher de sopa de manteiga
  • sal e pimenta a gosto
  • salsinha picada para decorar (opcional)
  • azeite extra virgem para regar
Aqueça o forno a 180 graus. Lave bem e corte os cogumelos em fatias finas. Aqueça uma frigideira, derreta a manteiga e acrescente os cogumelos. Espere a água que se solta dos cogumelos evaporar, deixe dourar um pouco, tempere com sal e pimenta e reserve. Coloque as fatias de pão regadas com um filete de azeite para aquecer no forno por uns 10 minutos. Retire do forno, cubra com os cogumelos e volte ao forno por mais 10 minutos. Decore com salsinha picada (se desejar).

Bruschetta de Abobrinha e Brie

  • 8 fatias de pão italiano
  • 2 abobrinhas italianas (com casca)
  • 1 dente de alho picado (opcional)
  • 3 colheres de sopa de azeite
  • alecrim fresco a gosto
  • sal e pimenta do reino a gosto
  • 100gr de queijo brie em cubinhos
  • folhinhas de alecrim para decorar (opcional)
Aqueça o forno a 180 graus. Lave bem e corte as abobrinhas em fatias. Aqueça uma frigideira (sem óleo) e grelhe as fatias de abobrinha dos dois lados. Vá colocando em uma travessa, tempere com o alho (opcional), azeite e alecrim fresco). Repita esta operação até terminar todas as fatias. Reserve. Coloque as fatias de pão regadas com um filete de azeite para aquecer no forno por uns 10 minutos. Retire do forno, cubra com as abobrinhas marinadas no azeite, com pedacinhos do brie e volte ao forno por mais 10 minutos, até o queijo começar a derreter. Decore com alecrim (se desejar).

Bruschetta de Patê de Presunto

  • 6 fatias de pão italiano
  • 1 porção de patê de presunto (comprado pronto)
  • cebolinha picada para decorar (opcional)
Aqueça o forno a 180 graus. Coloque as fatias de pão regadas com um filete de azeite para aquecer no forno por uns 10 minutos. Retire do forno, cubra com o patê e volte ao forno por mais 10 minutos. Decore com cebolinha picadinha (se desejar).


O jantar foi o máximo! Não só pelas Bruschettas que estavam crocantes e saborosas, mas também pelo momento especial de confraternização entre as duas famílias, preparando os pratos, contando piadas, rindo juntos!

Querida Naná, pode ter certeza que nós nunca esqueceremos estes dias que passamos com vocês em Floripa! E, mais uma vez, obrigada por nos receber com tanto carinho e atenção!!! 


DESAFIO: Almoçar com as Gaivotas, em Floripa!

Ir a bela ilha de Florianópolis, em Santa Catarina e não comer a Sequência de Camarão é como ir a França e não comer macarons ou ir a Portugal e não comer bacalhau... Ou, ainda, ir ao Mercadão do Centro e não comer o sanduíche de Mortadela (se você conseguir aguentar a enorme fila que sempre se forma por lá!!)

A Sequência de Camarão, como o próprio nome diz, é uma "sequência" de pratos feitos a base de camarão: Bolinho de Camarão, Camarão a Milanesa, Camarão ao Bafo (cozido no vapor), Camarão Alho e óleo, Camarão a Grega, Risoto de Camarão, Escondidinho de Camarão... Não parece o amigo do Forrest Gump, Bubba, contando a ele todos os pratos que se pode fazer com camarão??? Plágio total com os nossos amigos de Floripa!!


"Anyway, like I was sayin', shrimp is the fruit of the sea. You can barbecue it, boil it, broil it, bake it, saute it. Dey's uh, shrimp-kabobs, shrimp creole, shrimp gumbo. Pan fried, deep fried, stir-fried. There's pineapple shrimp, lemon shrimp, coconut shrimp, pepper shrimp, shrimp soup, shrimp stew, shrimp salad, shrimp and potatoes, shrimp burger, shrimp sandwich. That- that's about it."

Mas nossa experiência gastronômica foi muito além de comer camarão de diversas formas... Em um passeio pelo lado norte da Ilha, depois de visitar a badaladíssima Jurerê, onde os "meninos" ficaram bem impressionados com a beleza das catarinenses e das argentinas e as "meninas" acharam melhor ir almoçar longe dali (rs), fomos conhecer a praia de Sambaqui. Um paraíso: céu azul, vento, gaivotas voando, canoas de pescadores, areia branca... E nada de mulheres altas e loiras com biquinis minúsculos! Acho que o Alê vai questionar o meu conceito de "paraíso", mas tudo bem... O blog é meu e eu chamo de paraíso o que eu quiser! kkkk

Passamos por um pequeno restaurante à beira mar, com o estacionamento lotado, chamado Gaivotas de Sambaqui. Nas janelas, cartazes simples anunciavam a especialidade da casa: a famosa Sequência de Camarão. Ao entrar, nos deparamos com um ambiente simples, pequeno, com poucas (e ocupadas) mesas de madeira e grandes janelas de vidro emoldurando a linda paisagem marítima... Mas nada nos surpreendeu tanto quanto ver um enorme galho de árvore passando por dentro do restaurante, ao lado das mesas, cheio de brotos e folhas verdes! Lindo!!



E o nome do local não podia ser mais apropriado... Parecia até que as gaivotas haviam sido contratadas para ficar ali, passeando pela paisagem que avistávamos das janelas... Logo entendemos como funcionava a "contratação" delas: de tempos em tempos, o garçom retirava as sobras de camarão das mesas e efetuava o "pagamento" a suas famintas funcionárias, uma pechincha pelo lindo balé alado que elas proporcionavam aos extasiados clientes do local:


E as gaivotas tinham total razão: os camarões eram divinos! Feitos na hora, com muito capricho e bem servidos! Além da Sequência, nossa turma de esfomeados adolescentes se deliciou com as ostras: cruas, frescas, servidas com sal e limão e as gratinadas, com manteiga e parmesão!



 E tudo isso a um preço muito acessível e honesto: R$ 110,00 por uma Sequência para 4 pessoas e R$ 13,00 a dúzia da ostra crua! E tem gente que ainda prefere ficar em Jurerê Internacional!! Que mau gosto!! rs e Bon Appetit!!

DESAFIO: Comer, Beber e Pedalar em Mendoza!

Comer, Beber e Pedalar em Mendoza! Essa foi nossa linda viagem para comemorar 3 anos de casados! Romântica, gastronômica e esportiva! Totalmente a nossa "cara"!

A ideia de pedalar em Mendoza surgiu de um anúncio de jornal em um suplemento de viagem, oferecendo pacotes com esta proposta. Mas eram muito caros e, obviamente, muito "engessados"! O Alê adorou a ideia, mas nada de guias, nada de carro de apoio, nada de roteiros padronizados e vinícolas do circuito turístico! Nós iríamos fazer o passeio por nossa conta, inclusive levando nossas próprias bicicletas. Logo, entramos na internet e reservamos as passagens, US$ 250,00 por passageiro, ida e volta, uma pechincha!

Foram muitas horas de planejamento, pesquisa, ligações telefônicas (via Skype, é claro... rs). Navegamos no Google Maps por horas para simular os roteiros de cada dia do passeio. Pesquisamos as vinícolas que queríamos conhecer, os pontos turísticos e, obviamente, os restaurantes! Enviamos emails solicitando informações, confirmando reservas! Estudamos detalhadamente como embalar, desmontar e transportar as bicicletas, o ponto mais "crítico" da nossa viagem! O planejamento foi detalhado e, certamente, garantiu o sucesso do nosso passeio!

Alguns números da nossa viagem: 6 dias, 5 vinícolas visitadas (Lagarde, Alta Vista, O. Fournier, Mendel, Septima), hospedagem em dois hotéis (Diplomatic e El Aguamiel), 10 restaurantes conhecidos, 41 vinhos provados, analisados e anotados no nosso livrinho (aguardem post sobre isso!), 80 km pedalados, 1200 km percorridos de carro (até a fronteira com o Chile, para conhecer a Alta Montanha), 15 garrafas de vinho na bagagem e módicos US$ 360,00 pagos em excesso de bagagem (graças às bicicletas e às 15 garrafas de vinho!)

Foram muitas experiências enogastronômicas interessantes, visitas a lugares e paisagens deslumbrantes e pedaladas deliciosas!

O primeiro almoço da viagem foi no Siga La Vaca, ainda em Buenos Aires, enquanto aguardávamos o vôo para Mendoza. O restaurante é uma churrascaria, bem simples e com preço acessível (95 pesos por pessoa, com vinho e sobremesa inclusos), mas que nos surpreendeu em alguns aspectos: o vinho, um Malbec de Mendoza ("Pont Leveque"), a carne (destaque para o Lomo, que não parecia filet mignon e sim uma picanha) e as sobremesas típicas, muito boas: um Almendrado (sorvete de creme com amêndoas) para o Alê, e Fatias de Maçãs Caramelizadas com Sorvete de Creme.


Chegamos em Mendoza à noite e, após o check in no Hotel Diplomatic (lindo, chique e com atendimento primoroso, membro merecido do Luxury Hotels), saímos a pé até El 23 Gran Bar. Este pequeno e charmoso restaurante localizado no pátio de um prédio antigo, conjugado à famosa loja de vinhos Winery, poussui um cardápio "meio bar, meio restaurante", com petiscos, saladas, sanduíches e massas. A carta de vinhos era extensa mas nos chamou a atenção a opção da degustação de 5 tipos de vinhos de Mendoza, harmonizados com pastinhas e torradas. Era uma sequência com vinhos Torrontés (com pasta de pimentão), Chardonnay (com pasta de rúcula e amêndoas), Tempranillo (com pasta de berinjela), Carbernet Sauvignon (com pasta de azeitonas gregas) e Malbec (com pasta de tomates secos ao sol). Foi muito divertido e esclarecedor poder comparar os cores, odores e sabores dos vinhos simultaneamente!


E para completar o jantar, pedimos uma deliciosa Salada Rústica de Legumes Grelhados e um toque de limão siciliano! Perfeito! Começamos nossa viagem com o pé direito!

O dia seguinte foi muito intenso: começamos pedalando quase 20 km até a Bodega Lagarde, onde fomos muito bem recebidos, conhecemos toda a vinícola em um tour privativo com uma guia brasileira, provamos os seus principais vinhos e terminamos com um almoço espetacular harmonizado com os vinhos! Duas entradas (Mini empanadas de carne e Salada de legumes grelhados), Prato principal (Medalhão de Filet Mignon com Vagens grelhadas e Batata Assada) e, como sobremesa, Uma mousse de arroz doce! Estava tudo perfeito, principalmente o Filet Mignon, macio, ao ponto para mal passado, saborosíssimo (que eu provei só um pedacinho, deixando o restante para o "coitado" do Alê... rs).


A parte mais difícil do passeio a Lagarde foi sair de lá pedalando! Que vontade de fazer a "siesta", depois de tanta comida e de tanto vinho!! rs

Mas tínhamos um outro compromisso já agendado na Bodega Alta Vista. E assim, subimos em nossas super bikes e lá fomos nós! Na Alta Vista, conhecemos a vinícola e degustamos 3 de seus vinhos em um lindo jardim cercado de oliveiras e canteiros de lavanda, com a Cordilheira dos Andes ao fundo... Espetacular!


Neste mesmo dia, tínhamos reserva no restaurante mais renomado de Mendoza, o 1884, de Francis Mallman! Esta reserva foi feita com muita antecedência pois este era o dia do nosso aniversário de casamento! Três anos de lua-de-mel com meu amor!!

O lugar é lindo, em um prédio antiquíssimo, com um jardim charmoso e um salão com decoração requintada com seus quadros imensos e paredes vermelhas. Logo na entrada, uma mesa com os pães produzidos na casa! Infelizmente não estávamos com muita fome e sem vontade nenhuma de tomar vinho... (porque será??? rs). O Alê pediu uma massa recheada com abóbora com molho de manteiga (divina) e eu pedi Canelloni de Berinjela e Queijo de Cabra gratinados (gostoso, mas com aparência de prato de cantina italiana, um pouco grosseiro para o requinte do Francis Mallman). Como sobremesa, Frutas Grelhadas (maçãs, peras, kiwi, abacaxi e grapefruit) com Sorvete: simples, rústico e saboroso!


Nosso terceiro dia de viagem foi destinado a um City Tour de Bike por Mendoza. Fomos conhecer o desbundante Parque San Martin, subimos pedalando até o Cerro de La Gloria, monumento histórico todo em bronze e voltamos para a cidade para saborear as famosas e deliciosas empanadas argentinas, em um dos restaurantes mais tradicionais da cidade, o Estância Florência. Para acompanhar, uma salada completa (com Paltas y Palma, ou seja, abacate e palmito! rs) e as nossas bikes como convidadas!


A sobremesa do almoço das empanadas foi no Café Havanna: tomamos Frapé de Café (mais ou menos, o Frappucchino do Starbucks é bem melhor... rs), Smoothie de Frutas Vermelhas (bem gostoso) e uma enorme Torta de Alfajor, que acabou decepcionando, pois estava muito "massuda" e seca, ficando bem aquém do saboroso e tradicional alfajor.


A noite, outra reserva já feita com antecedência, para conhecer o indicado Restaurante Azafrán, a 50 metros do nosso hotel! Mas, assim como aconteceu no dia do Francis Mallman, fome não era exatamente o nosso problema naquela noite!! rs

E lá fomos nós. O Azafrán parece um armazém antigo, inclusive com a venda de conservas, azeites, compotas, geléias. O cardápio era bem interessante, com pratos com tendência contemporânea. Como entrada "cortesia", chegaram duas torradinhas com paté de pato, deliciosas (eu comi as duas, o Alê declinou... rs). Como prato principal, pedimos uma carne (Medalhão) e uma Truta Salmonada com frutos do mar e Risotto em Tinta de lula, muito saboroso e diferente. A sobremesa, leve e fresca, levava frutas com sorvete de gengibre, servida em um copo transparente. Foi um jantar delicioso e as indicações que recebemos do Azafran fizeram jus à qualidade do restaurante. Só deixou a desejar o atendimento... A garçonete era meio "grossa", impaciente e tirou uma foto nossa com muita má vontade, toda torta! rs


No dia seguinte, nos despedimos do nosso hotel no Centro, pegamos um carro alugado, colocamos toda a nossa bagagem dentro de um corsa (inclusive as duas bicicletas!) e rumamos para o passeio de maior expectativa da viagem: a Visita a Bodega O. Fournier, produtora dos vinhos Alfa Crux. Este vinho faz parte da nossa história romântica: quando o Alê foi conhecer meus pais, os convidou para jantar no Pobre Juan e, sem olhar para a carta de vinhos, virou para o maitre e pediu uma garrafa de Alfa Crux, um vinho argentino muito recomendado. Foi um sucesso! O vinho era delicioso e conquistou meu pai (o Alê também! rs). Tanto que o Alê pediu outra garrafa (e eu só pensando... será que o vinho é caro??)... Quando veio a conta, o Alê, elegantemente tomou a dianteira e estendeu o cartão de crédito! Que cavalheiro! Nem esboçou o susto que levou ao ver o valor da conta! Dois Alfa Crux em um mesmo jantar! rs

Conhecer a O. Fournier era, portanto, o ponto alto da nossa viagem! Mas nada de bicicleta neste passeio, pois a O. Fournier está bem distante do centro de Mendoza, a 100km. Por isso, alugamos o carro e lá fomos nós.

A Bodega é tão espetacular e monumental que merece um post exclusivo para se falar dela. Degustamos toda a linha Alfa Crux, Beta Crux e Urban, mantendo nossa percepção de que esta é uma das melhores produtoras de vinho da Argentina.


Nossa visita à O. Fournier foi deliciosa. Além de conhecer toda a bodega e degustar vários de seus melhores vinhos (menos o "ícone" deles, o vinho O. Fournier, que não pode ser degustado), tivemos uma experiência enogastronômica fenomenal no restaurante Urban, comandado pela esposa do proprietário da bodega, já considerado um dos melhores da Argentina. E não decepcionou, foi a melhor sequencia de pratos harmonizados que provamos em Mendoza! Um show! E tudo isso com uma vista deslumbrante para a Cordilheira dos Andes! Como entrada, um Creme de Parmesão com Cebola Caramelizada (o melhor creme que já comi na vida), uma Berinjela entremeada por um creme de Gaspacho, Mini Kaftas com Coalhada, Ravioli fritos recheados com ovos moles e acelga tostada, Lomo com batatas e, para finalizar, Sopa de Frutas com Sorvete... E tudo harmonizado com os vinhos da linha Urban, a mais básica da vinícola, com excelente custo benefício (cerca de 30 pesos a garrafa).


Depois de um pequeno contratempo (a bateria do nosso carro arriou...), voltamos para Mendoza e para o nosso novo Hotel, El Aguamiel, localizado em uma pequena vinícola orgânica há 15 km do centro. A estrada nos assustou um pouco, parecia que não estávamos no caminho certo mas, finalmente, chegamos no pequeno hotel, rodeado de parreiras, touceiras de lavanda e... cerejeiras!! Que surpresa incrível!! Na porta do nosso chalé, dezenas de cerejeiras carregadas e um lindo prato de cerejas nos esperando no quarto! Fiz até uma foto com as cerejas frescas no mesmo estilo do logo dos Desafios!


A programação do dia seguinte era de pura aventura! Rumamos (de carro) para a Alta Montanha (como é chamada a Cordilheira dos Andes), pela rota 07, que atravessa as montanhas rumo à divisa com o Chile. Passamos pela fronteira e encontramos uma estrada de terra que levava ao Cristo Redentor, no Alto da Montanha. Depois de uma hora de terra, pedras, curvas muito fechadas e neve eterna, chegamos ao topo! Que frio e que vento!! Era quase impossível ficar do lado de fora do carro! Ainda bem que eu estava com uma capa "corta vento" com capuz!


Meu marido aventureiro, que havia levado a bicicleta no porta malas do nosso Corsinha, decidiu descer a montanha de bike! E eu, no carro de apoio, morrendo de medo de furar o pneu naquela estrada perdida no meio da cordilheira... Na descida, cruzamos com um grupo de ciclistas que, heroicamente, tentavam chegar ao cume! Em uma troca de gentilezas comum aos praticantes de esporte de aventura, o ciclista chileno ajudou o Alê a encher o pneu e, em retribuição, o Alê cedeu seu corta-vento, pois o frio estava aumentando e só iria piorar quando mais subissem rumo ao Cristo.


A parada seguinte foi o famosíssimo Parque Nacional do Aconcágua, de onde se pode avisar o pico mais alto da América do Sul:


Nossa última parada antes de voltar foi a atração turística "Puente de Los Incas", uma formação natural impressionante a partir das águas quentes vulcânicas e rochas calcárias! Para sua preservação, a Puente está fechada para passagem e o Hotel construído para aproveitar suas águas termais e medicinais foi fechado há alguns anos, e só restam as ruínas.



Depois de um dia sem grandes comilanças e degustações (só tomamos um vinho no jantar! rs), o dia seguinte foi dedicado novamente ao culto ao vinho! Visitamos duas bodegas muito interessantes e diferentes! A primeira, Mendel, foi uma visita sugerida pela atendente do Hotel onde estávamos e era praticamente nossa vizinha. E esta foi a grande surpresa da nossa viagem! Pequena e artesanal, apresentou vinhos de qualidade excelente, retirados direto do barril! Com linhas mais simples (Lunta), de nível médio (Mendel e Unus) e o "ícone" Finca Remota, a Mendel é reconhecida em Mendoza por ser conduzida por um dos melhores enólogos da Argentina, Roberto de la Mota. Além dos vinhos produzidos na propriedade, que possui parreiras de Malbec de 1928, há também oliveiras que produzem um azeite extra virgem especialíssimo, Olivar de Lunta, que provamos com pedaços de pão quente...


Próxima parada, depois da visita a Mendel, foi a Bodega Septima, do Grupo Cordoniú, localizada há 14 km do Hotel El Aguamiel pela Ruta 40 e Ruta 07. Bem diferente da Mendel, a Septima é gigantesca e imponente! Percorrem-se centenas de metros pelos vinhedos até chegarmos à sede, toda em pedra, com arquitetura moderna (como curiosidade, tanto a Septima quanto a O. Fournier foram desenhadas pelo mesmo casal de arquitetos da região, especializados em bodegas).

A degustação na Septima foi rápida (sem termos muito tempo para avaliar o vinho...), com um grupo maior de turistas. Esta foi a primeira vez que não tivemos "exclusividade" na degustação e na visita... Provamos os vinhos mais simples da vinícola, e acabamos não conhecendo sua linha superior, o que deixou a sensação desta ter sido a vinícola mais "comercial" que visitamos. A visita foi interessante, principalmente para estabelecermos bem a diferença de uma bodega automatizada das bodegas mais artesanais como a Lagarde ou a Mendel.


Após a visita, fomos para o restaurante María, dentro da própria sede. Super moderno, com uma linda vista para a cordilheira e decorada com galhos secos de parreiras. Exótico e muito apropriado!!


O almoço foi refinado e muito caprichado. Entradinhas de salmão e polvo (que eu me deliciei sozinha...rs), Empanada de Carne Criola, com massa folhada, Salada Verde com trufas de gorgonzola (interessantíssimo), Truta grelhada com legumes e crispis de mandioca (para mim) e Nhoques com molho de cordeiro (para o Alê). Como sobremesa, Bolo de chocolate com sorvete (para o Alê) e Peras ao Vinho Malbec (para mim). Todos harmonizados com vinhos da linha Septimo Dia, uma linha média da bodega, razoável!

Como vocês podem perceber, a viagem foi sensacional e muito bem planejada! E me desculpem a extensão do post... Juro que eu tentei resumir ao máximo as nossas incríveis aventuras!! Toda a parte dos vinhos, que vou deixar para meu marido "expert" escrever, virá em outro (s) post (s)! Aguardem!! E Bon Appetit e Bon Voyage!!

DESAFIO: Fazer um tour gastronômico por Campos do Jordão - Vila Chã!

Restaurante Vila Chã em Campos do Jordão
Continuando o tour gastronômico por Campos do Jordão no inverno, fomos ao restaurante preferido de meus pais, que também frequentam Campos há muitos anos, o Vila Chã, especializado em comida portuguesa. Nosso objetivo, comer um belo prato de Bacalhau!!!

O ambiente é bem simples e tradicional, com gravuras, quadros e porcelanas de Portugal pendurados nas paredes. Sobre as mesas, simpáticos galinhos de Barcelos, um dos símbolos de Portugal. Diz a lenda que um condenado que se dizia inocente invadiu a casa do juiz que o condenara e apontou para um galo assado em cima da mesa e disse: "É tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo cantar quando me enforcarem!" O juiz fez pouco caso mas, na hora do enforcamento, o tal galo assado se levantou e cantou, fazendo com que o homem fosse libertado. Galinho porreta!! rs


O Galinho de Barcelos


Os pedidos seguiram as indicações de minha mãe: Bolinho de Bacalhau como entrada e o Bacalhau a Gomes de Sá como prato principal.

A porção com seis bolinhos, acompanhada de uma pequena salada estava ótima! Muito bacalhau no recheio, douradinhos e sequinhos! Hummmm!


Em seguida, chegou o prato... Eu arrisquei pedir um prato de bacalhau a Gomes de Sá (R$ 105,00) para os quatro, afinal minha mãe havia dito que era bem servido... E não é que era mesmo?? O garçom montou 4 bem servidos pratos com arroz, batatas, cebolas e lindas postas de bacalhau, além de muito azeite português, é claro...


Foi um almoço delicioso, tranquilo e divertido... E todos elogiaram muito a comida! Sucesso total na escolha do restaurante e dos pratos! Tim-tim!!



DESAFIO: Conhecer a casa nova do Thai Brasil, um tailandês em Paraty!

Lula Grelhada com Nirá no Thai Brasil - Paraty
Como vocês já sabem, Paraty é nossa segunda casa... Mais especificamente, o Black Swan é nossa segunda casa!! Vamos para Paraty pelos menos dois finais de semana por mês e, quando conseguimos sair cedo de São Paulo na sexta feira, é possível jantar em Paraty! Foi em uma ocasião destas que conhecemos o Thai Brasil, restaurante tailandês da chef alemã (isso mesmo, alemã!!!) Marina Schlaghaufer. A primeira vez que fomos lá, nos sentimos em casa... Aliás, aquela era a casa da Marina mesmo e estávamos jantando na sua sala, vendo-a cozinhar em sua cozinha totalmente aberta... A decoração, totalmente despojada, era super charmosa, com mesas pintadas com flores pela própria Marina e bowls de cerâmica combinando com as cores das mesas! Além de chef, ela também é uma artista!!

Manjericão Tailandês
 Não resisti em ficar no balcão da cozinha acompanhando o preparo e perguntando sobre os ingredientes! Ela me mostrou um ingrediente super especial da culinária tailandesa, o Manjericão tailandês... Semelhante em cor e formato com o manjericão tradicional, mas com sabor de erva cidreira, uma delícia!! Além do manjericão, havia o nirá, ou cebolinha japonesa, muito saborosa e marcante... Sem falar no curry, em suas versões verde e vermelha, altamente condimentado (e totalmente diferente do curry indiano, amarelo)... Para uma curiosa gastronômica como eu, foi o máximo!!!

Naquele dia, viramos fãs da Marina e sua história! A chef veio para Paraty há dez anos e abriu seu restaurante no Centro Histórico, transformando-se em uma das referências gastronômicas da cidade. Há alguns anos, por infortúnios do destino, perdeu seu restaurante e o ponto no centro da cidade... Teve que recomeçar, abrindo o Thai em sua própria casa, em um bairro afastado do Centro... Foi neste momento de sua vida que a conhecemos... Mas ficou claro também que seria questão de tempo para Marina se reerguer, considerando a extrema qualidade de seus pratos e sua simpatia com os clientes!

Imagem retirada do site do Thai Brasil
 Alguns meses depois desta experiência, encontramos a Marina com sua filha e neta no cartório de Paraty e recebemos a boa notícia: ela estava voltando para o Centro Histórico com o seu Thai Brasil!!

Em plena sexta feira de Carnaval, contrariando todas as nossas crenças de não ir para a cidade na alta temporada, resolvemos jantar no Thai, em sua nova unidade. E ficamos de boca aberta! O lugar, onde antes ficava um restaurante colonial, bem escuro, se transformou em um lugar alegre, com mesas em um lindo jardim, arejado e arborizado! E com as pinturas da Marina nas paredes e nas mesas! Imaginem um teto todo pintado de branco e azul, imitando um lindo céu com nuvens brancas... Ou uma parede com lindas bananeiras pintadas... Além da cozinha totalmente aberta para o jardim!  E lá estava a Marina, orgulhosa da sua nova casa, comandando o preparo de seus pratos deliciosos!

Pedimos Lulas grelhadas com Nirá e Camarão com Curry Vermelho no Abacaxi! Exóticos, condimentados, bem elaborados e com uma apresentação linda, decorados com folhas de bananeira e flores naturais...

Foto do site do Thai Brasil




Foto do site do Thai Brasil

Parabéns, Marina, por sua conquista!! Ficamos muito felizes por você e por Paraty, que volta a ter, no seu  Centro Histórico, um dos seus melhores restaurantes! Além da comida ser maravilhosa, o lugar ficou um espetáculo!!!

Quando forem a Paraty, não deixem de fazer uma visita a esta simpática alemã e seu delicioso restaurante tailandês!

Imagem retirada do site do Thai Brasil